The World After The End
Capítulo 134: Deus Antigo (3)
O leilão estava no auge quando Jaehwan chegou à casa de leilões central.
— Jaehwan, você está atrasado.
Myad cumprimentou Jaehwan.
— Ah, você arranjou um casaco? Fica bem em você.
— Sim…
Jaehwan assentiu e se sentou na cadeira que Myad guardou para ele. Runald também veio ao lado de Jaehwan e se sentou. Ele voou até ali ansioso, mas a atmosfera era diferente do que esperava. Havia indivíduos poderosos dentro da casa de leilões, mas nenhum deles estava desencadeando a presença desconfortável que havia sentido antes.
“Isto é estranho. Eu senti aquilo com certeza.”
Na frente estava a tela de holograma enorme que mostrava o preço máximo do leilão e o Leiloeiro Reynold. Jaehwan olhou para o objeto de metal gigante agachado na frente da tela.
— Esse é o Machina de Daeus?
O objeto de metal tinha a forma de um homem. Provavelmente tinha mais de dez metros apenas com base na visão. Myad respondeu:
— Sim. É o melhor Gigantes do <Abismo>.
Gigantes. Jaehwan uma vez leu as informações sobre isso no [Registro do Abismo].
Esses gigantes de metal podiam ser controlados por dentro, criados nos dias em que o Deus Antigo Daeus estava em pleno poder. Permitia que o piloto aumentasse seu poder mundial em 1,2 a 3 vezes ao pilotá-lo. Era a [Peça] que todos, de deuses de nível médio e acima, queriam ter.
O Machina era o melhor de todos os Gigantes.
Jaehwan aumentou sua [Suspeita] até o limite enquanto examinava o Machina. Certamente era um objeto muito melhor do que o casaco comprido de Reinholdt que ele estava usando. Mas sentiu que estava faltando algo no Machina.
“É isso mesmo?”
Jaehwan uma vez enfrentou uma das três [Peças] antes— não, na verdade, ele a ‘usou’. Não sabia que a consideravam tanto antes, mas agora entendia.
“Não é nada como a Espada do Vazio.”
Aquela espada que transformava cada ser em um Homem Morto. Era, é claro, o próprio Catástrofe quem empunhava a espada e Jaehwan era apenas o recipiente para contê-lo, mas ele se lembrou de como era segurar a espada.
Lembrou-se da sensação de empunhar a lâmina.
Mesmo quando era ele quem a empunhava, sentia como se seu espírito estivesse sendo dilacerado por ela. Não parecia ser possível controlá-la. Esse era o poder de tais Peças Divinas.
[Jaehwan, devemos voltar. Eu não me sinto bem aqui!]
Andersen gritou com uma voz preocupada. Ela também parecia ter sentido algo.
“Andersen. Quem são ‘eles’?”
[Hã?]
“Você mencionou que há ‘eles’ aqui.”
[Então…]
Mas no momento seguinte, a voz de Andersen foi interrompida e desapareceu. Parecia que algo estava interferindo na comunicação de Andersen e Jaehwan.
-Uau! Temos o novo lance mais alto! Onze mil pedras espirituais!
A voz de Reynold encheu a área e Jaehwan falou com Myad.
— Então, eu só preciso comprar?
— Sim. Você se decidiu?
— E as pedras espirituais?
— Aqui estão.
Jaehwan pegou o saco de pedras espirituais de Myad. Runald ficou pálido enquanto espiava dentro da bolsa.
— O QUÊ! Deve haver cerca de vinte mil pedras espirituais aí, pelo menos!
— Isso é muito?
— Claro que é! É muito!
Uma pedra espiritual equivalia a um seguidor. Apenas uma pedra espiritual podia ser adquirida ao fazer o processamento de um espírito. Claro que os Seguidores normais não tinham muito valor e eram os Seguidores guerreiros que igualavam de cinco a dez pedras espirituais que se tornavam valiosas, mas vinte mil ainda era muito.
Era o suficiente para fazer um Deus de nível baixo subir até a parte de baixo dos deuses de nível alto.
Jaehwan disse:
— Vinte mil… Pode não ser suficiente.
— Perdão?
— Você nunca sabe o que pode acontecer.
Desta vez, Myad ficou surpreso por Jaehwan estar tão calmo enquanto segurava tantas pedras espirituais.
— Você realmente é diferenciado. Como pode estar tão calmo mesmo com tantas pedras espirituais?
— …
— Acho que não há ninguém — mesmo nas <Grandes Terras> ou no <Abismo> — que não se deixe levar pelo número.
— Não é o bastante. Então, você tem mais? Ou o quê?
— Acho que vinte mil é o suficiente… Mas vou te dar isso só por precaução.
Myad então começou a escrever algo e entregou a Jaehwan. Era um pedaço de papel criado pelo holograma. Era um cheque pessoal da Federação Myad. A voz foi ouvida novamente então.
-Doze mil! Mais alguém? Doze mil!
Jaehwan olhou para o cheque por um tempo e se virou para Myad novamente.
— Você acabou de me conhecer.
— Sim, realmente.
— Qual é o significado disso tudo?
— Significado? Ah, você quer dizer o cheque? Como eu disse… Gosto de você e…
— Deixa para lá. Fui burro de perguntar.
Jaehwan se levantou e gritou para o leiloeiro.
— Vou dar um lance.
Os olhos das pessoas se voltaram direto para Jaehwan. Reynold então se virou para ele e falou.
-OH? Eu não te vi por aí! Na minha experiência, este é o sinal de uma oferta forte! Então… Seu nome é…
— Eu sou Jaehwan.
-Entendo! Então— Quanto você vai…
— Cem mil.