Capítulo 14: Código Fonte (1)

 

Minhas palavras fizeram os alunos segurarem a respiração.

Porque não sabiam o que era o Código Fonte.

Alguns ficaram chocados com o advento de um novo feitiço.

Mas foi a mesma coisa que chamou a atenção de todos, e eu sabia que nem todas as emoções deles eram hostis.

‘Bem, é de fato muito surpreendente para os alunos.’

Não importa o quão avançada a ciência fosse, este mundo ainda estaria no século 19, se comparado com a Terra.

Podia ter alcançado um progresso muito mais rápido do que imaginei a princípio, porque a magia — não a ciência — era predominante.

Ainda assim, do ponto de vista de alguém que viveu no século XXI, havia muitas deficiências.

Especialmente com a ausência de um sistema de processamento de dados baseado em computador.

‘O Código Fonte é um tipo de diagrama que imprime os resultados assim que coloca o valor de entrada. Eu criei isso combinando com magia.’

Claro que não consegui sozinho.

Sendo preciso, tive a ideia, mas a composição e a conclusão reais foram possíveis por causa da ajuda do meu professor que me ensinou magia.

Ainda assim, tive uma parte nisso, então não teria problema em ensinar para os meus alunos.

Considerando a personalidade do meu professor, não é o tipo de pessoa que diria algo sobre isso. Em vez disso, o problema era como isso seria recebido por eles.

Voltando ao assunto…

A técnica do código fonte era um tipo de truque baseado nas minhas memórias de quando eu vivia na Terra.

Era inacreditável para alunos que não sabiam nada sobre hardware, software, programas, entrada e saída de computador e código, mesmo sabendo algo sobre algoritmos.

Acima de tudo, o nível dos magos ficou estagnado por causa da confiança e seleção excessivas, além de ter, ao mesmo tempo, uma tendência generalizada de ridicularizar a ciência.

Era impossível aceitarem isso facilmente, com base nos valores que tinham sobre a ciência.

Tenho certeza de que gritariam: “Isso não é magia!”

Comparado a eles, ainda penso fora da caixa.

‘Claro, eu não tinha certeza se eles tinham a mesma ideia.’

Para operar o software chamado código fonte, é necessário um corpo principal chamado hardware, programas e dados.

Hardware se referia à varinha que poderia desdobrar a magia, ou o próprio mago.

O programa era a técnica de feitiço, e os dados eram a mana que o faziam acontecer.

No final, o código fonte que usei foi por meio do hardware biológico.

Que consumia dados conhecidos como mana seguindo um programa chamado técnica de feitiço.

Tornou-se um feitiço que contêm o processo de expressar o software chamado de magia de uma vez.

Com o código fonte, até mesmo as técnicas complexas de feitiço poderiam ser impressas com resultados completos injetando apenas um pouco de mana.

Para simplificar, enquanto outros desenhavam cuidadosamente traços de técnicas para conjurar o feitiço, eu o imprimi como um selo.

É fácil, considerando a diferença de velocidade entre caligrafia e impressão.

Não importa o quão rápido um ser humano escrevesse, não podia acompanhar a velocidade da pessoa que imprimia.

Sem falar que era possível cometer erros por causa de impaciência.

Podia haver o caso em que a técnica de feitiço estava fora de ordem, o processo final estava errado, o fluxo de mana estava emaranhado ou o procedimento não estava certo.

Naturalmente, o feitiço perderia seu poder misterioso e se tornaria inutilizável.

Também podiam acontecer casos em que a mana fluía de volta, o que colocaria a própria vida do usuário em risco.

Só que o código fonte programado não tinha esses tipos de erros.

Em qualquer circunstância, apenas um valor definido era oferecido.

Era uma velocidade que outros magos não conseguiam acompanhar.

‘Claro, feitiços lançados por um mago de rank 6 ou superior serão mais rápidos.’

Aqueles super-humanos tinham supercomputadores nas cabeças, então eram uma exceção em primeiro lugar.

Esse Código Fonte era uma grande revolução para os estudantes da Academia Sören, que ainda não tinham amadurecido completamente.

‘Não é que não tenha falhas. Só dá para usar até magias de terceiro grau. Além disso, a capacidade de mana causará sobrecarga, e é complicado e difícil fazer o próprio código fonte.’

Os programadores de computador passam por muitos testes enquanto diversificam todos os tipos de padrões na depuração por uma razão.

Coloquei minha cabeça para trabalhar também para fazer um.

No entanto, era muito conveniente porque poderia ser usado por muito tempo depois de fazê-lo uma vez.

Além disso, não era necessário criar o código-fonte para feitiços de terceiro grau ou inferior um por um, pois era problemático.

Afinal, o feitiço do código fonte era um produto de uma invenção que foi feita para acompanhar aqueles que não têm talento.

Era triste que minhas circunstâncias não pudessem ser as melhores, mesmo que eu fizesse isso.

Mas o que eu poderia fazer?

Se eu quisesse viver bem por dois anos como professor na Academia, onde apenas gênios se reúnem, precisava ministrar aulas com esse tipo de conhecimento.

Bem, isso não seria o suficiente para eu não ser subestimado?

Ou, pelo menos, eu esperava.

Com o advento de uma técnica inovadora de conjuração de feitiços chamada código fonte, todos os alunos ficaram em silêncio.

O silêncio que cobria a sala de aula até parecia admiração.

Os alunos do primeiro ano, em específico, pareciam estar prestes a disparar raio laser dos olhos.

Eles escolheram a aula do Ludger Chelysie porque se sentiram meio enganados, então não podiam acreditar que estavam testemunhando tal coisa.

Alguns alunos sentiram um arrepio nas costas.

‘Eita, se eu tivesse feito uma escolha diferente…’

‘Se eu não fizesse essa aula hoje…’

Um feitiço para lançar outro feitiço.

Um novo método de conjuração de feitiços além do senso comum.

Se não tivessem testemunhado com os próprios olhos, teriam perdido a oportunidade de aprender.

Era um pesadelo terrível para os alunos que começaram a trilhar o caminho de um mago; só esse pensamento os deixou com calafrios.

‘Ainda bem que tomei a decisão certa.’

Todos os alunos reunidos lá tiveram os mesmos pensamentos.

E, assim, viram Ludger sob uma nova luz.

Obviamente, a primeira impressão foi de uma pessoa muito séria, profunda e intensa, contrária ao que pensavam.

Mesmo assim, o que era importante para um professor duma academia de magia eram as habilidades mágicas, afinal.

Não tem como ganhar o respeito dos alunos só repetindo o que os outros disseram.

Mas agora…

Todos os alunos que viram a nova magia tiveram um sentimento de admiração além do mero respeito por Ludger.

Além disso, o comportamento dele foi incrível.

A expressão dele não mostrava nenhum sinal de animação, embora tivesse demonstrado diante de todos um novo método que poderia ser chamado de descoberta do século.

Esse comportamento natural deixou os alunos subitamente imersos em pensamento.

‘Para este homem, até mesmo o feitiço inovador do código fonte poderia ser executado na frente de todos naturalmente.’

Talvez…

‘Não tenha outra arma secreta além dessa magia inovadora?’

Se inventou algo tão incrível e teve essa reação apática, claramente devia ter mais alguma coisa que é muito maior.

Nesse momento…

A paixão dos 80 estudantes da academia de magia na sala de aula brilhou.

Se eu aprender esse feitiço…’

Se eu absorver o conhecimento dele..’

‘Posso melhorar mais!’

O desejo intenso deles foi revelado nos seus olhos, e a atmosfera aquecida se voltou para o professor.

Ludger reagiu com os olhos semiabertos, mas suas costas dentro das roupas ficaram úmidas de suor frio.

‘O que tem de errado com os olhos deles?’

Para Ludger, que esperava a opinião de que era apenas um professor moderadamente ótimo ou bom, a resposta dos alunos foi além da imaginação dele.

Os olhos deles estavam mais quentes do que lava saindo da camada.

Ludger sentiu que seria escaldado, então afastou esse pensamento, recompôs-se e manteve um rosto indiferente.

Revelou uma carta secreta, então ficaria tudo bem por um tempo.

No entanto, pensou que não poderia continuar enrolando as aulas apenas com isso por muito tempo.

Se não queria que a academia descobrisse que ele era uma fraude, se não queria que a sociedade secreta descobrisse que era um impostor…

Precisava se preparar mais para o futuro.

‘Vamos até o fim.’

A fim de sobreviver.

Primeiro de tudo, precisava fazer algo sobre a mulher de uma família ducal que estava no pódio.

— Flora Lumos.

Assustada~

Flora, que estava distraída com o feitiço de código fonte do Ludger que acabou de conjurar, finalmente voltou a si.

Os olhos frios e afiados dele se fixaram nela.

Olhos que pareciam penetrar o coração dela.

‘Quem raios é esse professor…’

Ela se considerava um gênio…

E tinha o talento para corresponder a esse título.

Ninguém duvidava dela porque mostrava suas habilidades para aqueles que tinham dúvidas.

Até os professores da academia ficavam intimidados na frente dela.

Não importava a idade deles, não importava quanto tempo tivessem aprendido magia, ou o quanto tentassem…

Ela estava à frente dos professores.

Mas esse homem era diferente.

Ele não se vangloriava, nem se exibia dos seus talentos. Ainda assim, não era influenciado pelos outros.

Era como olhar para um pilar de aço que estava profundamente incrustado no chão e em pé.

É alguém que não fica acabado nem mesmo numa tempestade, chuva ou neve.

Por mais que tentasse encontrar uma falha nele, simplesmente não conseguia.

‘Que diabos, por que esse cara é um novo professor? Código fonte? Nunca ouvi falar desse feitiço.’

Até Flora, que tinha se encontrado com a família real várias vezes, recuou um passo diante dessa pressão.

Até a princesa real ficou com os olhos bem abertos na apresentação do Ludger.

— Um atalho inovador para conjurar feitiços. Suas dúvidas foram finalmente sanadas?

— Sim…

Flora respondeu, fingindo estar calma o melhor que pôde.

Manteve sua postura perfeita e conteve a voz trêmula. Estava dizendo a si mesma para não ser influenciada.

O comportamento dela foi engraçado?

Ludger sorriu de forma sutil.

Como se já tivesse visto através do ato desesperado e forte dela.

— Flora Lumos.

— Sim… professor.

— Você não conseguiu superar seu próprio preconceito e me fez perguntas sem a minha permissão. Você admite isso?

Flora mordeu os lábios com força.

Seu orgulho foi ferido, mas não podia discordar.

Flora conseguiu mover os lábios enquanto cerrava o punho com sua mãozinha fofa.

— Sim… Admito.

Era uma sensação dolorosa de derrota que nunca tinha sentido antes.

Os olhos invejosos dos alunos, que geralmente sentia, nunca foram tão dolorosos quanto eram agora.

De repente, ela se lembrou de uma lembrança de infância que queria esquecer.

O pai a encarando com um olhar frio; Seu objetivo era ser reconhecida por ele.

Ela segurou as lágrimas desesperadamente.

Não podia desmoronar lá ainda.

— Não vou falar mais nada porque você reconheceu, mas suas ações são claramente um desafio direto à autoridade do professor. E não vou deixar isso passar como avisei no início.

— Sim…

— Flora Lumos. Vou te dar 10 pontos de penalidade.

Ponto de penalidade…

Não era grande coisa, mas a história era diferente se o alvo fosse Flora.

O gênio de Sören que nunca tinha cometido um erro antes…

Até mesmo os pontos de penalidade, que só foram 10, eram enormes porque não tinha nenhum, e parecia improvável que recebesse algum no futuro; pelo menos, até então.

Uma pequena falha num artefato perfeito.

Portanto, acabou sendo grande e doloroso mais do que qualquer coisa.

— Você tem alguma reclamação?

— Não… acho que é justo.

Flora mordeu os lábios com força.

— Ai, meu Deus.

— A Flora…

Até os outros alunos ficaram surpresos que Flora recebeu uma penalidade.

Além disso, não era uma punição forçada, mas uma razoável que até ela teve de admitir.

Flora desceu do pódio com passos fracos e voltou para seu assento original.

Naquele momento, a voz do Ludger a chamou.

— Mas a técnica da Espiral Flamejante que você me mostrou foi mais perfeita do que qualquer uma que já vi antes.

Ela parou e olhou de volta para o pódio.

Ludger estava olhando para ela com olhos francos e inabaláveis.

— Não odeio alunos com talentos. Então, Flora Lumos, você ganhou 10 pontos de crédito.

10 pontos de crédito…

Como resultado, os 10 pontos de penalidade que lhe foram dados praticamente desapareceram.

Os alunos com inveja dela ficaram feliz com os pontos de penalidade, enquanto os que a admiravam acharam uma pena.

Mas Flora, como alguém que estava diretamente envolvida, sentiu uma sensação de vergonha sem precedentes.

Mesmo que os pontos de penalidade desaparecessem, ainda existia a memória de que recebeu os pontos de penalidade.

Seria inesquecível até mesmo depois de 10 anos ou talvez até mesmo para a vida toda.

Mas, de repente, ela ganhou pontos de crédito.

Flora interpretou o significado dos pontos de crédito dados por Ludger desta forma:

É a misericórdia de um vencedor para uma aluna tola que se atreveu a atacá-lo. Até mesmo o elogio era apenas uma farsa.

Isso, por sua vez, deixou uma cicatriz indelével no orgulho da Flora.

— Obrigada…

Mas…

Era tudo o que podia dizer.

Quando voltou ao assento, Cheryl, que estava observando toda a situação ansiosamente, falou com uma voz preocupada.

— Flora, você está bem?

Cheryl sabia como o orgulho da Flora era forte. Na verdade, ela ficou assim por causa do que viveu na infância.

Era difícil imaginar o quão vergonhoso seria para Flora ser repreendida pelo novo professor na frente de todos.

— Sim. Estou bem.

Flora respondeu com um sorriso brilhante. Sua aparência relaxada não era diferente do seu eu habitual, de modo que não parecia abatida.

‘Ah, então ela está bem. Sim, Flora consegue superar isso rápido.’

Cheryl ficou aliviada por dentro.

Parecia tolice da parte dela pensar que sua amiga poderia se desviar para o caminho errado.

Tudo continuou o mesmo. Flora estava se preparando para prestar atenção na aula, olhando para o pódio com o mesmo rosto de sempre.

Mas Cheryl não conseguiu ver a verdade. Não foi só ela, ninguém na aula viu.

A chama nos olhos da Flora, um fogo quente que podia queimar tudo.

Voltei para a minha posição e olhei para a condição da Flora.

Mais tarde, lembrei-me que a família Lumos era um famoso ducado no Império, o que significava que era filha de uma família ducal.

‘Ela não vai usar o poder da família para me pressionar, certo? Será que vai para casa para contar ao pai?’

O lugar podia ser Sören, mas essas possibilidades não poderiam ser descartadas, porque os alunos ainda eram jovens.

Todavia, a expressão da Flora enquanto se sentava era calma. Não tinha nada de estranho no rosto dela, quando conversou naturalmente com a amiga sentada ao lado dela.

‘Hum, claro.’

‘Aparentemente, ela é uma criança brilhante e inteligente, então não vai exagerar, né?’

Só dei os pontos de crédito para começo de conversa, como uma tentativa de reconciliação para não ter discórdia, de modo que pudéssemos nos dar bem de agora em diante.

Fiquei muito feliz por ela ter aceitado bem.

— Muito bem, vamos prosseguir com a primeira aula.

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