Soberania – Capítulo 24

Conquistando Tudo (4)

A deusa virou a cabeça. Os olhos como pérolas. Lábios carnudos cor-de-rosa. Cabelo preto que parecia cobrir um rosto feito de luz. Myeong-cheol e Sang-min estavam de boca aberta.

Nossa! Incrível!

Qu-Que mulherão!

Uma deusa que parecia vir de um filme estava ali na cozinha fervendo água para o macarrão. O tempo pareceu parar enquanto eles observavam boquiabertos.

Por outro lado, Kang-jun estava olhando para a mulher com uma expressão estupefata. É claro, o pedaço de mal caminho ali era Hayun. Por que é que Hayun estaria ali tranquilamente fervendo ramyun? O fantasma se revelou abertamente.

Kang-jun não estava sozinho para falar abertamente com ela, então ele imediatamente agarrou a mão dela e a arrastou para fora da cozinha.

— O que é que você está fazendo?

— Preparando um ramyun.

— Eu já sei disso! Está doida o suficiente para revelar a sua aparência na frente dos outros?

Então Hayun riu.

— Qual o problema? Eles não sabem que eu sou um fantasma.

— Mas você é um fantasma! Você deveria permanecer quietinha como um fantasma. Agindo assim só vai trazer problemas. Hayun pareceu se chatear com as palavras de Kang-jun, enquanto lágrimas se formavam em seus olhos.

— E daí se eu sou um fantasma? Só por isso eu tenho que ficar isolada no meu quarto?

— É melhor do que ser visto pelos outros.

— Por quê? Você acha que eu vou machucar as pessoas?

Kang-jun não conseguia pensar em nada para dizer. Hayun não queria machucar ninguém, mesmo quando ela ainda estava cheia de ressentimento. Além disso, ela não era mais um espírito vingativo. Ainda por cima, ela não precisava usar as suas habilidades fantasmagóricas, a menos que Kang-jun estivesse em perigo.

Já tinham começado o jogo sem ele deixar. Hayun foi vista fervendo água na cozinha.

— Eu estava tão entediada no quarto. Então eu vim pra cozinha. Culpa minha se a água demora demais pra ferver? Snif!!

Hayun explodiu em lágrimas. Kang-jun ficou pasmo.

— Um fantasma consegue mesmo comer?

— Fantasmas ainda fazem tudo igualzinho. Eu posso preparar um macarrão ou caminhar como uma pessoa normal, se eu quiser. Fantasmas ainda têm sentimentos, sabia?

Kang-jun suspirou. Ele honestamente não tinha como dizer que aquilo estava errado. Ele de alguma forma compreendia os sentimentos dos fantasmas.

— Então, pare de chorar. Coma ramyun ou dê um passeio, se quiser. Falando nisso, você consegue andar por aí durante o dia?

— A presunção de que os fantasmas só conseguem assombrar pessoas durante a noite é equivocada. Nós podemos ir a qualquer lugar em plena luz do dia. No entanto, não temos corpos físicos distintos como os seres humanos.

— Você tem um corpo físico beeem distinto.

— Eu só podia ficar assim por um período limitado de tempo cada dia. Mas agora isso não se aplica mais.

— Não?

— Essas restrições já eram. É surpreendente.

— Oi? Então você pode viver como um ser humano real?

— Foi o que aconteceu no momento em que você me aceitou.

Isso significava que Hayun mudou depois de entrar para a Família de Kang-jun. Em outras palavras, o poder de Hwanmong deu a Hayun as capacidades de um ser humano.

— Não acredito… Então você é como um ser humano.

— Sim, mas só dentro do pensionato.

— Como assim?

— Não é bem o pensionato… Eu perco a minha forma no momento em que saio do quarto andar deste edifício.

— Por que?

— Eu não sei.  Mas você deve saber ao certo.

— Eu devia saber?

Kang-jun pensou a respeito. — Talvez… — O território que Kang-jun conquistou no Edifício Dafeng foi o 4º andar, que continha o pensionato. Hayun poderia viver como um ser humano no território que Kang-jun mantivesse.

Será que é isso mesmo? Isso tá ridículo demais!

Apesar de o perímetro ser limitado, ainda assim permitia que fantasmas vivessem como seres humanos! Ele não teria acreditado se não estivesse acontecendo bem na frente dele.

Na cozinha, Myeong-cheol e Sang-min vieram ver o que Kang-jun e Hayun estavam fazendo. Eles exclamaram com surpresa quando viram os dois conversando juntos.

— Kang-jun! O que você está fazendo?

— Senhor Kang-jun! Como é que você arrumou uma namorada tão bonita?

Eles vieram rapidinho na direção de Hayun com um sorriso no rosto.

— Haha! Prazer em conhecê-la. Eu sou o administrador do pensionato, Kwon Myeong-cheol. Eu teria providenciado uma mobília melhor no quarto 413 se eu soubesse que Kang-jun tinha uma namorada tão bonita. Se lhe falta qualquer coisa no futuro, é só me dizer.

— Hehehe! Eu sou Sang-min. Eu sou amigo de Kang-jun… quase que um irmão mais novo. Nossa, você é muito gata. Pensei que você fosse uma celebridade.

Eram dois homens completamente desnorteados. A beleza de Hayun os tinha reduzido a esse estado lamentável.

Ela olhou para os dois sem expressão. — Namorada? Eu?

Em outras palavras, eles tinham certeza de que Hayun era namorada de Kang-jun. Hayun abriu um sorriso enorme e concordou com a cabeça.

— Prazer em conhecer vocês. Eu sou Hayun.

No entanto, Kang-jun estava freneticamente tentando negar com as mãos.

— Nem, que namorada o quê… Não fale bobagem.

Um fantasma como sua namorada. Era demais pra ele. Hayun era um membro da sua Família, não sua namorada. Porém, Myeong-cheol e Sang-min não acreditaram nas palavras de Kang-jun. Hayun tinha concordado, e pra eles era suficiente.

Ela realmente é namorada dele. Que inveja!

Nossa! Incrível! Incrível!

Eles estavam morrendo de inveja.

Pults! Comprar uma peruca dá resultado mesmo. Kang-jun conseguiu arrumar uma delícia! Eu deveria comprar uma peruca pra mim.

Ah, eu preciso de uma dessa. Meu deus! Beleza! Eu tenho que pedir pra ela apresentar algumas amigas.

Myeong-Cheol e Sang-min estavam determinados a causar uma boa impressão em Hayun para que ela pudesse arrumar uns encontros pra eles. Enquanto isso, ela voltou para a cozinha, a fim de terminar o ramyun. Sang-min correu atrás dela.

— Espere. Uma deusa como você pode esperar descansando enquanto eu fervo a água.

— I-isso mesmo. A água quente jamais poderá machucar as mãos da deusa.

Myeong-Cheol e Sang-min se ofereceram para ser escravos de Hayun. Kang-jun achou aquilo ri-dí-cu-lo.

O que aconteceria se eles soubessem a verdadeira identidade de Hayun?

Eles com certeza ficariam em estado de choque.

Não importava se acreditassem ou não. De qualquer forma, Hayun tinha escondido bem sua identidade e assim ele decidiu não se preocupar com isso.

— Preciso comer rápido, ou então vou chegar atrasado.

Hoje ele precisava diligentemente ganhar dinheiro. Ele tinha a capacidade de fazer muito dinheiro em pouco tempo, então provavelmente não iria ficar no pensionato. Ele iria ganhar dinheiro suficiente para comprar uma boa casa. Isso não era tudo. Ele queria até comprar o Edifício Dafeng.

Kang-jun comeu sua tigela de ramyun com pressa e saiu. Depois de um tempo, ele chegou ao tradicional Mercado K.

No entanto, alguém já estava vendendo meias no seu estande. Era o espaço pelo qual Kang-jun tinha alugado por dez dias. Entretanto, o aluguel só venceria dali a oito dias.

O que é que está pegando?

Kang-jun imediatamente deu um passo adiante.

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