Você conhece o <Jogo RPG>?

Desempenhando um papel ou tornando-se a pessoa completamente.

Como em sua imaginação ou fantasia, pseudoexperiência de se tornar alguém que não seja você mesma.

Porém, no caso dos Deuses, não era algo tão superficial a ponto de ser chamado de “pseudo”.

A princípio era um simples “jogo”.

Como os outros deuses estavam fazendo, eu, que estava morrendo de tédio, desci ao Mundo Inferior.

Criei uma <Família>.

Viajei ao redor do mundo.

Acabei ficando em Orario.

Eu invadi a Dungeon.

E assim, depois de desfrutar dos prazeres do Mundo Inferior, como esperado, fiquei entediada.

O “desconhecido” que deveria me emocionar nunca veio. Em vez disso, quanto mais se tornava “conhecido”, o estímulo diminuía e os dias monótonos aumentavam. Isso não era uma mentira. Mas, a partir de certo ponto, acabei tendo o mesmo tempo livre e tédio que no Céu.

Assim, de repente me interessei pelo “jogo” que Zeus e os outros estavam jogando.

Esse era o <Jogo RPG>.

Uma parte dos Deuses poderia zerar seu <Arcanum>. Eles escondiam a prova que os identificava como Deuses e se tornavam habitantes do Mundo Inferior, misturando-se nas ruas e curtindo a vida como uma criança. Isso significava atribuir um papel a si mesmo e, esquecendo-se de que você é um Deus, desfrutar do Mundo Inferior.

Olhando para a vida (tabuleiro) das crianças, mudando sua personalidade e voz, e tornando-se outra pessoa (peça) inteiramente.

Tirar sarro por capricho foi simples, mas no final, não aguentei meu tédio extremo e me diverti nesse “jogo”.

Para matar meu tempo livre, por curiosidade escolhi o papel de “menina da cidade”.

Como eu tinha o “nome verdadeiro” e a “experiência (dados)” que recebi de Hörn, achei que seria bom.

A magia <Vana Seidr> que aquela garota fez para aparecer.

Essa Magia teve um “uso secundário” interessante.

Como ela se conectou comigo e se ligou ao meu <Arcanum> através do Ichor, também deu vida ao rosto da “menina” que eu usei no céu.

No céu, Zeus também era um famoso deus metamorfo. Ele poderia se transformar em touro, cisne e até chuva.

Aquele desagradável Odin também era assim. Muitos deuses possuíam centenas de rostos.

Minha “menina” também era igual a essas. No Céu, para enganar os olhos dos outros Deuses que vinham em massa, eu saía sorrateiramente do templo, desaparecendo como Freya.

Agora que parecia que eu poderia me tornar a “garota” sem ir contra a regra do <Arcanum>, sorri. O contrato que nos unia dava o poder da “Deusa” a Hörn e até eu recebia algo em troca.

Quão extremamente aterrorizante era o “desconhecido” do Mundo Inferior.

Só nesse ponto, o desejo de Hörn de “querer se tornar uma Deusa” superou até mesmo a vontade (determinação) de Ottar e dos outros.

Seu poder invocava um ‘Deus’ – não, ele alcançou a “descida de um Deus” (Seidr). Ou possivelmente, mesmo deixando de lado seu desejo pela “Deusa” (Freya), o meu desejo de querer ser “a menina abençoada” (Syr) talvez também estivesse incluído?

E mais do que tudo, a troca de um “nome verdadeiro” tinha um significado importante.

O nome mostrava o corpo.

Sendo assim, na época que recebi o nome de “Syr” provavelmente foi necessário retomar o rosto da menina.

Em todo caso, para realizar o <Jogo RPG> de antemão, eu tinha uma “figura” adequada, ou melhor, uma “máscara”.
E assim, eu <Syr> comecei.

Em vez de aceitar a semi-aposentadoria da Família Mia, que me pressionava desde antes, fui trabalhar no bar dela.

Embora Mia mostrasse um rosto muito infeliz.

Às vezes, quando eu era “Syr” apagando meu <Arcanum>, eu empurrava todos os meus negócios da Deusa para Hörn.

Através de seu <Seidr>, Helum poderia se tornar Freya e Syr. No entanto, este último eu só a permitia em um número contado de ocasiões.

Aquela garota estava extremamente animada para ser a substituta de Freya – sim, não é que não pudesse entender os sentimentos daquela garota que energicamente me manuseava como se fosse uma honra apesar de ser problemática, mas, eu queria dizer a ela “Esse não é o meu personagem. Você entende?

Deixando de lado meu corpo e o <Arcanum>, não importa o quanto eu tentasse imitar o jeito de falar, Loki certamente descobriria instantaneamente, então eu só participaria da <Festival dos Deuses> e do <Denatus>. Embora eu tenha dito isso, no entanto, não mostrei muito meu rosto por aí.

O acordo era que Allen e os outros seriam meus guarda-costas. E eu realmente queria ficar sozinha. Mas, como não havia razão para não apreciar o amor daquelas crianças, engoli meus desejos.

Foi uma medida paliativa para matar meu tédio.

Apenas um entretenimento.

Foi o que pensei no começo, mas minhas expectativas foram traídas no bom sentido.

Muitas crianças veem ao bar.

Brilhos variados.

Experimentei uma variedade de escândalos.

Não tive tempo de me sentir entediada.

E então, também percebi que eu mesma não era habilidosa o suficiente para desempenhar meu papel sem falhas.

Limpar, cozinhar.

O rosto atônito de Mia olhou para mim, que estava chocada com meus vários fracassos.

Sentindo-me humilhada e miserável, rolei várias vezes na cama.

Mas sim, foi divertido.

Entrar em contato com o ponto de vista das crianças, unir forças, conseguir sua amizade e confiança.

As crianças eram incompreensivelmente imperfeitas, inseguras, preocupadas com ninharias, perdidas e tristes, mas ainda assim se levantam com muita força de vontade. Esse era um brilho que não existia nos Deuses que não mudavam. Eu valorizo ​​isso.

Eu amo coisas bonitas.

Amo coisas que podem ser belas, por algo fora delas mesmas.

Uma gatinha perdida, uma gata preta que sucumbe facilmente à solidão, uma menina procurando seu lugar e uma fada que tenta ser honesta mesmo quando está errada. Cada um delas são minhas favoritas.

Quando são muitos filhos e muitas descobertas, meus olhos brilham.

Interagir com crianças que não conheço tornou-se meu hobby e meu coração começou a formigar.

Eu estava gostando do meu papel – estava gostando de me tornar “Syr”.

E então eu encontrei.

Não, eu tive um encontro.

Aquele “menino” branco e transparente.

Ele [ ] me deixou louca.

É por isso que eu…

Boas maneiras, honra.

Orgulho e aparências.

Até o vazio, descartei tudo.

Isso mesmo, é por isso que eu matei Syr.

Deixe um comentário