Capítulo 1 (3/7)

UM DESFILE QUE LEVA À TRAGÉDIA, O VERDADEIRO PROTAGONISTA APARECE NO FINAL

Tradutor: L | Revisão: Cachoera

 

 

Din, Don, Din, Don.

É o momento em que o sol está em seu ponto mais alto.

O sino da catedral tocou em toda a capital.

O som da campainha sinalizou que o desfile de casamento da princesa Victoria começou.

O caminho que vai da entrada do castelo até a praça da cidade estava lotado de moradores da capital.

Todas as pessoas que agitam a bandeira nacional parecem animadas.

Especialmente no lado leste, eles estavam muito frenéticos.

Porque, neste momento, Victoria e seu noivo, um conde, apareceram no topo de uma carruagem sendo puxada por um cavalo branco.

[Kyaa! É a princesa!]

[Parabéns princesa!]

[Victoria-sama! Por favor, diga oi!]

As mulheres alinhadas ao longo do caminho os abençoaram com pétalas de flores. Branco, vermelho, rosa. As pétalas coloridas dançavam no céu azul.

(Fufu, me sinto ótima … sim, isso é, essa grande ovação …)

Com um sorriso encantador, Victoria gentilmente acenou com a mão para as pessoas.

[Princesa! Ela realmente é muito bonita …!]

[Ela é o tesouro do nosso reino!]

Ela está acostumada a receber elogios.

No entanto, ela se sentiu melhor do que o normal quando olhou para uma grande multidão de pessoas de cima da carruagem.

[Uau, sim, todos eles estão muito animados. Todo mundo está animado por você, minha princesa.]

O homem ao lado de Victoria disse isso com um sorriso doce.

O nome do homem é Emil Auclair.

Ele é o filho mais velho do duque Auclair, e o próprio Emil também recebeu o título de conde.

[Hm, o que você está dizendo neste momento. Eu sou aquela que todos amam. Você é apenas um companheiro.]

[Hahaha. Minha linda princesa. Você é uma pessoa muito difícil como sempre.]

Com um sorriso no rosto, Emil moveu levemente seu lindo cabelo.

Emil era perfeito como parceiro de casamento da princesa, tanto em status social quanto em aparência.

Embora seja um tanto indulgente, mas nem chega a Victoria seu narcisismo.

Mas, Victoria despreza Emil do fundo de seu coração.

A razão está na natureza decepcionante de Emil.

[Minha mãe ficou muito feliz quando soube que eu iria me casar com você! Fiz o meu melhor assim como minha mãe disse, era mais do que óbvio que nosso casamento era muito próximo! Percebi que você tinha me visto três vezes na noite da festa. É porque minha mãe me ensinou!]

(Haa … pensar que a partir de agora terei que ouvir as palavras desse filho da mamãe nojento …)

Por que razão Victoria, com seu grande orgulho, se casaria com Emil para suportar tal humilhação?

Era porque ela queria um filho mais do que qualquer outra coisa.

Só há uma maneira de Vitória, que não tem direito de sucessão ao trono, conseguiu obter o país por completo.

É um meio de dar à luz um filho, colocá-lo no trono e assumir o controle como sua mãe.

Como uma ferramenta para cumprir esse propósito, esse homem era razoavelmente conveniente.

Ele era um idiota que não conseguia pensar em nada, e no momento sua aparência não era ruim.

Se seu filho nasceu horrível, mesmo que seja uma existência para assumir o controle, você pode ter que matá-lo.

(Céus … um homem como esse que só elogia o rosto se tornou meu marido. Se fosse apenas a aparência, o herói era mais da minha preferência.)

Victoria ignorou seu noivo que ainda se gabava de sua mãe, e pensou no herói Raul que morreu há um ano.

Um homem simples. Um tolo que se sacrificaria pelo bem do mundo.

Mas havia uma essência nisso.

Quando ela conheceu Raul no castelo antes de derrotar o rei demônio, Victoria ficou fascinada com os olhos dignos de Raul.

Ela queria sujar seu olhar algum dia.

Foi também nesse momento que um desejo tão escuro brotou no peito de Victoria.

(Meu Raul. Você era meu favorito. E você morreu tão facilmente.)

Mas, o fato de que este homem foi morto por ela mesma, a deixava excitada cada vez que se lembrava dele.

Ela ainda se lembra da expressão de desespero que viu em Raul quando ele percebeu que havia sido traído.

(Ei, Raul, por que você se recusou a ser meu?)

Olhando para trás nas memórias com Raul e sorrindo, a carruagem que carregava Victoria e Emil chegou à praça.

[Bem, minha querida. Sua mão.]

Victoria foi escoltada por Emil até o altar.

Diante das pessoas reunidas, uma grande ovação se elevou.

Victoria com uma expressão satisfeita, olhou ao redor da praça.

As pessoas se reuniram. Um altar esplêndido preparado para este dia.

Atrás do altar estão os membros dos cavaleiros reais que protegem a cerimônia sagrada.

[Hoje os cavaleiros reais estão maravilhosos!]

[Sim, eles parecem muito confiáveis.]

Onde as pessoas lançavam seus olhos de admiração, era a figura dos cavaleiros vestindo armaduras douradas brilhantes e braçadeiras brancas.

Eles são os cavaleiros reais de Kurtz. Uma unidade de elite que jurou lealdade à família real.

Entre os jovens nobres que têm conhecimento de literatura e das artes marciais, apenas os melhores são selecionados.

É a unidade mais poderosa do exército real.

[Oh? Mais importante, olhe para isso! Ali está a santa, Christiana-sama!]

[E ao lado dela está o grande mago, Wendell-sama!]

[Pensar que posso ver os heróis que salvaram o mundo desta forma …!]

Ouvindo a voz do povo, Victoria direcionou seus olhos para lá.

De um lado do palco. Na extremidade inferior da aristocracia real estava a figura daqueles que outrora formaram um grupo com o herói Raul.

No entanto, eles fizeram parte do grupo até trair Raul.

Victoria estreitou os olhos ligeiramente e apertou os dentes.

(Que aborrecimento, eles não conseguem ler a atmosfera … Não posso perdoá-los por atrair mais atenção do que eu desta vez …)

Ela conspirou com eles para derrubar o herói.

Mas, você nunca pensou neles como aliados.

(Quando esse casamento acabar, a primeira coisa que farei é transformá-los em cadáveres.)

No entanto, agora, eu tinha que lembrar às pessoas o objetivo principal desta ocasião.

Victoria olhou para as pessoas e sorriu silenciosamente.

Só isso.

O povo entendeu mal o sorriso da princesa e deram uma grande ovação.

[Viva a princesa!]

Vozes surgiram das pessoas.

(Dê uma boa olhada nisso. Essas pessoas, este grande reino também! Tudo é meu! Isso mesmo! Até este mundo é só meu!)

O mundo não pertence a ninguém.

Se você tem um bom senso de humanidade, isso é um fato irrefutável.

No entanto, a arrogante Princesa Victoria não percebeu.

(Vou pegar tudo. Tudo menos aquele homem —– Raul, Tudo….!)

Seus dias de glória começarão a partir de hoje.

A cerimônia de hoje é um passo importante para reinar no topo do mundo.

—— Então a cerimônia começou.

Três sacerdotes vestidos com túnicas brancas se curvaram a Victoria e Emil.

Os padres usaram as tradições antigas para abençoar o casamento dos dois.

Primeiro, o homem na extrema direita colocou seu bastão de ouro sobre suas cabeças.

[Deus, ofereça felicidade eterna a este casamento.]

Então o homem do meio derramou água benta em uma tigela de ouro.

[Deus, ofereça a esses dois bem-estar.]

E, finalmente, o homem na extrema esquerda caminhou na frente de Victoria.

Você não podia ver bem o rosto dele porque o manto o cobria profundamente.

As palavras proferidas por este padre são as mais importantes na cerimônia.

Estas são palavras muito sagradas, “Deus, conceda ao futuro filho deste reino bênçãos eternas.”

Mesmo as pessoas que estavam torcendo até então ficaram em silêncio por um instante.

Toda a praça está coberta por um silêncio majestoso.

(Bem, diga as palavras!)

Victoria esperou pelas palavras sagradas, com um sorriso pálido em sua boca.

No entanto, as palavras transmitidas depois disso—–

[“Bendita sua alteza, a princesa”]

Palavras diferentes da cerimônia foram ouvidas em uma voz nova e familiar.

No entanto, ela não conseguiu reconhecer imediatamente de quem era a voz.

(… Espere. O que isso significa? … Quais são as palavras agora … ah.)

Victoria respirou fundo.

Enquanto deliravam de febre alta, todos repetiam as mesmas palavras. “Bendita sua Alteza, a princesa”.

Então é. Foram as palavras que Sandra lhe disse antes de ir para o festival.

(Uma coincidência …? Não, há algo estranho …)

Na frente de Victoria, o padre colocou as mãos em seu manto.

As mãos do padre que foram expostas aos olhos de Victoria eram jovens e brilhantes.

(Um jovem homem…..?)

Lentamente, o sacerdote removeu suas vestes.

O que foi exposto ao céu azul foi cabelo preto e olhos roxos claros.

[…… ..]

Victoria ficou muito surpresa, mantendo seus olhos abertos.

Até vozes involuntárias se elevam dos arredores.

[… ..Isto é impossível… ..]

Esse homem colocou um sorriso no rosto.

Ele aplicou um prazer distorcido a Victoria, que a considerava o melhor rosto do mundo.

E gesticulando de brincadeira, ele fez uma pequena reverência.

[Como tem passado, princesa?]

Victoria sentiu suas bochechas relaxarem.

Ela não podia acreditar no que viu diante de seus olhos.

Mas, ele está definitivamente lá.

[Muito tempo se passou.]

[I-Isso não pode ser …! Você deveria estar morto …!]

[Acho que sim. Você me traiu e me executou. Mas, eu voltei das profundezas do inferno. Para se vingar de todos vocês.]

—– O herói Raul.

O homem por quem Victoria estava loucamente obcecada e supostamente matou no final, estava a sua frente.

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