Capítulo 3 – Parte 2
O NASCIMENTO DO BERSERKER
Tradutor: Ivo
“O jogo começará… em dez minutos. Desejo a todos as melhores sortes.
Cabrum!
No momento que o segundo trovão ecoou, em um instante, a sala foi coberta por escuridão.
[Hiiiii! Isso é o nosso fim!]
[Pai!]
[Ei, pare de se agarrar em mim!]
Enquanto o pai e o filho Da Costa estavam assustados, a luz voltou novamente.
Nesse momento, perceberam que a presença do general havia desaparecido.
Vendo o comportamento dos Da Costa, Lucas podia apenas suspirar enquanto dava de ombros para trás.
[Vocês dois estão fazendo exatamente o que o inimigo quer.]
[Isso mesmo! Aquele corpo estava apenas sendo manipulado por magia. Não há necessidade de ficar com medo!]
Dra. Beneke também estava nervosa, mas desesperadamente tentando manter a calma.
[Vamos esperar ele aparecer novamente! Meu ataque vai explodir sua cabeça em pedaços! Sequer haverá necessidade de Lucas agir!Hahaha!]
[Pai, suas pernas estão tremendo!]
Lucas tossiu e parou a ridícula conversa entre pai e filho.
[De qualquer forma, eu gostaria de continuar onde paramos. O que vocês fizeram para incitar a fúria do herói?]
[Tal coisa como raiva não…]
Os lábios da Dra. Beneke estavam tensos.
[Quantas vezes nós vamos repetir isso? Vocês não entenderam? Quanto mais tempo nós perdemos aqui, mais as suas chances de morrer apenas aumentam.]
[Chances de morrer…]
Olhando de relançe para os dois engolindo em seco, Lucas continuou.
[O herói veio aqui para se vingar. E pareçe que ele segue a regra do “olho-por-olho”. Eu presumo que isso seja o mesmo desta vez. O que vocês fizeram para ele? Não, eu vou perguntar de maneira mais direta. Como vocês mataram aqueles que eram as pessoas mais importantes para o herói? Ele disse algo sobre prescrição de drogas, certo?]
Lucas insistiu. Johannes pareceu hesitar por um momento.
Entretanto, parecia que ele não poderia mais suportar o medo, então finalmente ele falou.
[Soldados que estavam na companhia do herói no campo de batalha receberam uma droga. Ela era uma droga de fortalecimento corporal que foi desenvolvida nesse laboratório. Dessa forma, os soldados foram capazes de derrotar todos os inimigos na floresta. Mas depois disso, eles morreram pelos efeitos colaterais… Essa é a única razão que eu consigo pensar…]
[Entendo. Então é por isso que ele guarda rancor de vocês.]
O Diretor Da Costa balançou a sua cabeça com o rosto vermelho, sentindo como se Lucas estivesse o culpando.
[Eles eram todos soldados inúteis de qualquer forma! Soldados são preparados para morrer enquanto estão no campo de batalha. Apenas alguma vidas insignificantes foram perdidas! Eu acho ridículo guardar rancor!]
[É como você diz, diretor! Sem minhas drogas, eles teriam apenas morrido em vão!]
Todos os três estavam assustados como sempre.
Mesmo assim, eles falaram com um tipo de orgulho sobre suas “conquistas”.
[Eu não estou interessado em suas desculpas, mas o problemas é a droga.]
O rosto de Lucas, que até agora expressava calma, tornou-se um pouco robusto.
[A droga está nesse laboratório?]
Parece que os três deles de repente perceberam uma coisa.
A cor de pele de suas caras desaparecem mais e mais.
Dra. Beneke, que estava branca como um fantasma, gritava enquanto segurava a própria cabeça.
[Isso é péssimo! Se ele chegar a roubar e usar aquela droga, essa casa vai se tornar uma casa mal assombrada!]
[Uma casa assombrada…..? Não, eu vou escutar os detalhes depois. Vamos para o lugar onde as drogas estão guardadas imediatamente. Doutora, me leve até lá, por favor.]
[E-espere! Eu não quero me separar de vocês]
[Uwaaaa! Me levem também!!]
As quatro pessoas correram até a primeira sala do armazém onde as drogas estavam guardadas.
O Diretor Da Costa, que estava correndo em último lugar, estava com dificuldade de respirar e balançando enquanto seguia eles.
[E-esperem… arf… arf…]
(nota: nessa parte eu fiquei em dúvida de colocar a onomatopeia em inglês ou em português, então tbm pode ser lido como “ahaa… ..ahaa…”)
Lucas apenas o ignorou. Ele apenas pretendia apenas protege-los até pegar a recompensa, mas nesse caso, ele não tinha tempo à perder com o diretor Da Costa.
Se nós não conseguirmos pegar a droga antes do herói, não há dúvidas que haverá vítimas. Então sua recompensa dimunuirá.
Para essas pessoas que ainda são ignorantes, apenas acumulou o seu disconforto.
Entretanto, quanto mais os clientes são estúpidos, mais a recompensa é.
Então ele estava acostumado com isso.
[Então está nessa sala.]
[Sim…!]
Dra. Beneke que estava sem fôlego, responde a pergunta de Lucas.
Abrindo a porta marcada com “Primeira sala de armazenamento”——
[…..! Não pode ser!]
A estante no armazén estava vazia.
Não havia uma única garrafa da droga que supostamente estava guardada na sala.
Ao invés disso, um cartão foi colocado na estante.
“Que pena! Primeiro a chegar, primeiro a servir.”
Era uma messagem escrita em sangue e um desenho que parecia como um rabisco de uma criança.
O que foi desenhado era a imagem de quatro pessoas derramando lágrimas como se estivessem chorando.
[Ele está zombando de nós?!]
[Para ele isso é apenas um jogo?]
[Eu não suporto mais ficar aqui! Eu quero sair!]
Gritando, Dra. Beneke corre até a parede e abre a janele.
Imediatamente depois, fazendo um barulho semelhante a um grito, uma tempestade entrou na sala.
Ela tentou pular pela janela mas…
[Kyaaa!!]
Alguma coisa como um tipo de magia acertou ela e arremessou ela direto na parede da sala.
[Você está bem?]
Lucas anda até a doutora que estava jogada no chão.
[Droga… Nós não temos como escapar! Aquele herói usou magia envolta da contrução para nos previnir de escapar!]
O diretor Da Costa murmurou sobriamente.
***
Eu estou atualmente no corredor do primeiro andar do centro de pesquisa.
Enquanto sendo seguido pelo general, eu estou em um bom humor.
O general está agora tocando uma trombeta que eu dei à ele.
Desde que o seu estômago está aberto, os órgãos internos do general são totalmente visíveis.
(nota do tradutor: cena linda que deve ser essa)
Toda vez que ele assopra, seus pulmões se movem, ele parece como uma boneca anatômica.
Foi uma boa ideia trazer o general.
Ele está carregando os frascos de drogas pesados que nós pegamos, ele realmente é muito útil.
Como um palhaço promovendo o circo, eu estava espalhando panfletos por aí.
Vendo nós, os pesquisadores correram.
Folhetos espalhados mostram as regras desse jogo.
Embora o general explicasse verbalmente.
Eu preparei uma humilde ferramenta para aqueles que estavam assustados e não podiam entender.
Por causa disso, parece que todo mundo era capaz de entender a situação.
Suas figuras escapando enquanto tinham aqueles rostos pálidos e desesperados era engraçado em si mesmo.
Eu estava perseguindo eles enquanto mantinha um sorriso brilhante.
[Dez segundos para o jogo começar~]
[Hiiii..! Corram! Ele vai nos matar!]
[O que vai acontecer com os superiores?]
[Deixem eles! A sala de reuniões ficam no último andar! Você acha que eu iria para aquele andar só por eles?!]
-Acabou o tempo.
[Madames e cavalheiros! A hora finalmente chegou!]
Eu fecho o meu relógio de bolso em minha mão e olho para os pesquisadores que eram lentos.
Eu mostro à ele um grande sorriso.
[Vamos nos divertir–Okay, vai lá, General!]
[Ohhhhhhhhhhhhhhhhhh]
O corpo do general estava muito excitado.
O general começou a persegui-los com tremenda velocidade enquanto carregava os frascos de drogas nas costas.
Ele tinha gestos únicos desnaturais que era diferente de movimentos de seres humanos vivos.
Aqueles braços balançando sem querer foi um tanto grotesco.
[General, não corra atrás deles, você também tem que encontrar aqueles que estão escondidos. Okay?]
[Ohhhhhhhhhhhhh]
Eu apontei o meu queixo na direção do homem atrás do pilar.
Imediatamente o general corre até o homem e puxa o seu braço, o jogando para fora do esconderijo.
Eu leio o nome escrito em seu jaleco branco.
[Hmm. Jean Bauman. Não havia sentido em se esconder atrás do pilar, eu podia ver você mas você sabia disso, certo?]
[Hiiii……!]
[General, reúna-os.]
[Uohhhhhhhhhhhhhh!]
O braço do general agarrou o pescoço do homem e o carregou para longe.
Se o demônio te pega, você perde.
Eu apliquei uma magia de petrificação nos pés do capturados para que eles não pudessem escapar.
E o general empilha os perdedores no canto do corredor.
[Urgh… argh… pare, por favor…]
Eu puxei um deles pelo peito.
[Hey hey. O que é alguém envolvido na importancia da saúde dizendo? “Eu não quero tomar um remédio amargo~”? você não deveria dizer esse tipo de coisa egoísta.]
Eu agarrei a mandíbula do pesquisador e forcei ele a abri-la.
[Bem, é hora de tomar o seu remedinho~]
Uma gota de um líquido azul claro pinga em sua língua.
Nesse momento, ele arranhou a própria garganta e começou a sofrer.
[Ah… ..agahh.… .Agahhhh… ..]
Seu corpo flácido se tornou muscular.
O som de seu corpo se transformando ecoou.
A pele do homem que estava gritando gradualmente se tornou azul.
As unhas ficam estranhamente longas e seus olhos se abrem.
O homem que tinha se transformado, lentamente olha para mim.
Ele estava curvado como uma besta.
[Ahhn, entendi. Então é isso que acontece.]
De braços cruzados, eu assisti o monstro recém-nascido.
É o nascimento do monstro que a doutora chamou de “Berserker”.