Capítulo 4 – Parte Final

 MARCHA DOS FRACOS ALCANÇANDO OS PORTÕES DO INFERNO.

Tradutor: Ivo

 

Os aldeões continuaram caminhando no deserto sem fim.

Esse deserto, aliás, foi criada por magia negra.

Mas não é diferente do verdadeiro deserto.

Agora suponho que eles durariam um pouco mais.

O sol escaldante queima sua pele implacavelmente, e a areia também está escaldante.

Os olhos dos aldeões estavam turvos.

Alguns não conseguiam mais ouvir nada.

Suas línguas também saíram descuidadamente de suas bocas enquanto eles cambaleavam.

Mas, a coisa mais terrível foi que…

[Isso dói……]

Suas peles estavam completamente secas e rachadas, incapazes de resistir aos mais leves movimentos.

Por exemplo, apenas movendo-se um pouco, a pele racha e o sangue flui daquele lugar.

Os aldeões que não suportam a dor de suas pele rasgadas gritaram com lágrimas nos olhos: “Dói, dói”.

[Eu não posso mais… ..ahh… ..uhh… ..isso dói…]

[Ahh… não mais…]

[Está muito quente… haa…]

[Tudo está girando… minha pele dói… haa…]

[Ahhh… água… água…]

[Água… água… ..águaaa..!]

Maravilhoso. Todo o esforço valeu a pena, estão secando no mesmo nível dos jovens soldados.

Bem, então a excursão pelo deserto acabou.

Eu removi a magia e apaguei a paisagem do deserto que se estende por toda parte.

Os aldeões estão de volta à floresta de onde vieram.

Acho que fica a cem metros daqui a aldeia Moltke.

[Parabéns! Você completou a ilusão do deserto! Chegamos à aldeia Moltke!]

[Ah… ahh… agora… água!]

[Vocêa podem ir pedir para eles, assim como aqueles jovens soldados, e não se esqueçam de implorar, “Basta um copo d’água, por favor ~”]

Puxei a bandeira usual que uso para minha vingança, então agitei e torci para eles.

Usarei minha magia para reabastecer sua força perdida para procurar água.

Porque eu quero ver todos vocês sofrerem mais.

Pensando nisso, apliquei magia de recuperação à eles.

[Eu posso… Eu posso me mover!]

[Ahh, é verdade! Isso machuca! Mas isso não importa agora!]

[Vamos sobreviver à água!]

[Está certo! Água! Água, água, água, água, águaaaa!]

(NT: ficou meio estranho, mas o intuito é realmente esse, de estado de depedência)

Os aldeões correram em direção a Moltke, querendo matar a sede.

Enquanto estavam na vila de Moltke, os guardas de lá apontavam para eles e diziam algo.

[Essas pessoas não são da aldeia Noor? Mas, a aparência deles não é normal! ]

[Olha, a pele deles está rasgada e todo mundo está derramando sangue de seus corpos!]

[Eles têm algum tipo de doença?]

[O que você acabou de dizer?!]

[Rápido! Temos que fechar o portão!]

Fazendo um som persistente, o portão de madeira se fechou.

Para os aldeões de Noor que estavam a um passo de chegar lá, eles foram repentinamente bloqueados pelo portão.

[Ei! Você só pode estar brincando! Abram o portão agora!]

[Vamos entrar na aldeia! Dê-nos água!]

Eles bateram repetidamente no portão de madeira com as mãos ensanguentadas e as peles rachadas.

Só de olhar para ele, deve ter sido muito doloroso.

(NT: ele tá dizendo que deve ter sido doloroso por olharem o portão fechado.)

No entanto, os aldeões que só queriam água continuaram batendo no portão mesmo que sentissem dor.

Isto é…… Essa é a cena que eu queria ver.

Parece que foi uma boa ideia também restaurar sua força física.

[Dê-nos água! Caso contrário, destruiremos este portão!]

[O quê? Ei, o que você está fazendo? Pare! Não destrua o portão!]

Os guardas de Moltke estavam em pânico.

[Só quem não ajuda os fracos é pior que a escória!]

[Está certo! Eles se consideram humanos por abandonar pessoas assim !?]

Eh ~? É sério?

[Pessoas da aldeia Noor, por favor, diga-nos o que está acontecendo?]

[Isso não importa! Mas, pedimos água e é tudo o que queremos, por favor ajude! É apenas água. Não achamos que seria problema.]

Os guardas, ainda chateados, tentaram ajudá-los.

Ohh. O povo de Moltke tem um bom coração. Bem, agora é minha vez.

Fiquei atrás dos aldeões e gritei bem alto com as mãos na boca.

{Dê-nos água agora! Caso contrário, iremos matá-los como os viajantes e mercadores que passaram por nossa aldeia, e roubaremos todos os seus pertences!}

Os aldeões surpresos olharam para mim.

Os guardas que interpretaram mal minha voz como a dos aldeões, olharam uns para os outros com expressões de choque.

[Matar viajantes e comerciantes… não me diga que… a razão pela qual aqueles que foram aos países vizinhos a negócios e não voltaram foi…]

[E-eles foram mortos naquela vila?]

[Não pode ser… é uma mentira. Meu filho nunca voltou e já faz muitos anos, então…]

Os aldeões de Noor tinham rostos pálidos e olharam para mim e para os guardas.

[Por favor….! Água!]

{Se vocês nos derem água, diremos onde enterramos os cadáveres!}

Sorrindo com entusiasmo, acrescentei isso.

No momento em que ouviram essas palavras, os olhos dos guardas ficaram vermelhos de raiva intensa.

[N-Não nos ferrem! Seus sem corações! Quem vai querer ajudá-los, seus desgraçados!]

[Está certo! Devolvam meu irmãozinho!]

Este não era mais um lugar para se obter água.

Os guardas furiosos começaram a atirar pedras nos aldeões.

Vendo aquele ataque para afastar o inimigo, mostrei um grande sorriso.

[Por favor! Isso machuca! Por favor pare! Porra! Pare!]

[Por favor, água… vamos morrer… dê-nos água, por favor…]

No entanto, ninguém conseguia ouvir essas palavras.

Em um sol forte. O que chovia não era água, era uma chuva de pedras.

Aos poucos, os que batiam na porta perdiam as forças nos braços.

[Haa… ..haa… ..ahh… ..ah…]

Em pouco tempo, os aldeões caíram um a um.

[Água… água… um copo… água…]

Não demorou muito até que a voz fraca de ninguém pudesse ser ouvida mais.

 

***

 

Ao retornar à aldeia, iniciei meu trabalho final.

Olhei para as crianças da aldeia alinhadas. Os pirralhos se reuniram com rostos assustados.

[Mãe… Mãe… Onde você está?]

[Volte… seremos bons filhos!]

Hahaha. Eles estão chamando vocês. É uma vergonha.

Seus pais morreram pensando que vocês tinham morrido.

[Vocês se tornarão soldados pelos pecados de seus pais. Sim, é uma pena. Sério, é terrível que vocês tenham pais assim.]

[Não, não, não! Eu não quero ser um soldado!]

[Papai disse que poderíamos viver sem ter que trabalhar!]

(NT: emprego dos sonhos)

[Está certo! O dinheiro sempre vem para a aldeia!]

(NT: vem pro meu bolso tbm aí pô)

As crianças cerraram os punhos e gritaram.

[Waa. Vejo que já lhes ensinaram esse tipo de coisa ~]

[Pai! Pai! Onde você está? Mate esse cara!]

Fui até as crianças gritando e lancei magia contra elas sem hesitação.

[Uhh… ..uwaaaaa! Mãe! Mãe! Mãe! Mãe!]

[Mamãe…]

No momento em que a magia fez efeito, os olhos das crianças chorando caíram na escuridão.

[……? Eh..? Ehh..?]

As crianças baixaram a cabeça.

Eles não sabem mais por que choravam.

Usei minha magia para fazê-los esquecer seus pais.

[…Mãe… O que é isso?]

[Eu não sei… Eu nunca ouvi tal coisa…]

Na dúvida, aqueles olhos inocentes se voltaram para mim.

[Bem, bem, oi crianças. Venham, venham com seu Onii-san aqui.]

Eu sorri e abri meus braços.

Em um estado de sonho, as crianças me seguiram.

Assim, enviei-os para a instalação militar mais próxima.

Sendo influenciadas, as crianças se voltaram para os soldados e repetiram as palavras que eu lhes ensinei.

[Queremos ser soldados, por favor.]

[Por favor. Faça-nos soldados.]

Deixando os pirralhos nas instalações, saí do local sozinho.

[Eles se tornaram soldados por conta própria, então eles deveriam ficar felizes em morrer pelas pessoas, certo?]

Essas palavras, com certeza alguém um dia dirá o mesmo para seus filhos.

É uma pena não poder mostrar isso a vocês!

Tendo sido criados como filhos de ladrões de estrada, ou seguindo o mesmo caminho que assassinos, eu me pergunto com o que eles teriam sido mais felizes.

[Muito bom ~]

Meu próximo alvo é aquele que deixei esperando.

Aquela mulher.

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