Genius Warlock

Capítulo 31

 

Oliver saiu e viu James esperando por ele.

O funcionário A do farmacêutico era a pessoa que estava no caminhão com ele na luta decisiva contra os magos e que o acompanhou enquanto ia para Landa.

James estava esperando por Oliver na fábrica.

Ele se destacava por causa do queixo distinto, cabelo castanho que estava penteado para trás e seus ombros robustos.

Assim que viu Oliver, estendeu a mão calorosamente e se aproximou dele.

— Ah, você finalmente veio.

Oliver agarrou reflexivamente a mão do James.

— Oi.

— Sim, bom te ver. Esta é a primeira vez que nos encontramos desde que nos separamos em Landa. Trabalhei lá por um tempo e assim que cheguei aqui ouvi algumas histórias interessantes. É verdade?

— Não sei o que ouviu, mas acho que é verdade.

James riu: — Haha… É incrível… Nem nos meus sonhos mais loucos imaginaria essa situação. É incrível mesmo. Devo te chamar agora de Sr. Bruxo?

— Não, melhor não… O que te traz aqui? — Oliver perguntou, lembrando-se do Pilgaret que preparou.

— Ahhh… não é grande coisa, só vim para verificar se está tudo certo com a produção. O chefe está preocupado. Na verdade, deve ter um monte de ordens recentemente. Sei que é rude perguntar, mas tem algum problema?

— Se for isso, então não precisa se preocupar. Estamos preparando tudo corretamente.

Oliver olhou para Peter, que assentiu como se nada estivesse errado.

— Entendi… Que bom então.

James assentiu mecanicamente e coçou o queixo como se tivesse algo a dizer.

— Tem… mais alguma coisa?

James se sentiu profundamente envergonhado, mas reuniu coragem e falou com determinação.

— Você se lembra da conversa que tivemos quando te levei para Landa?

— Que conversa?

— O quê…

— Não, é porque eu realmente não consigo lembrar.

— Falou… que se eu fosse te ensinar sobre magos, você me ensinaria magia negra…!!

Com as palavras do James, Peter e alguns outros discípulos ao seu redor ficaram perplexos, enquanto Marie observava Oliver de longe.

A pessoa envolvida, Oliver, estava calma.

—Sim, eu falei… Lembrei agora.

Oliver assentiu lentamente com a cabeça em afirmação, enquanto James dizia com os braços cruzados.

— Vim aqui por causa dessa promessa…

Quando Oliver estava prestes a responder, Peter interrompeu: — Mestre? Do que ele está falando…?

— Foi o que você ouviu. O sr. Funcionário…

— James, meu nome é James. Não contei da última vez? Me chame de James. Não seja tão mau.

— Como James disse, ele sabe muito sobre magos, então prometi ensinar magia negra, se ele me contar o que sabe sobre magos.

Todos os discípulos, incluindo Peter, ficaram surpresos ao ouvir a decisão de Oliver de ensinar magia negra assim.

— Mestre… Esse é um acordo ridículo. Como pode ensinar magia negra assim, e sem falar que ele não é um mago de verdade, como vamos saber se é verdade ou não o que ele disser…!

O comportamento do Peter era bastante compreensível.

Apesar dos requisitos serem menos do que a magia real, as oportunidades que a magia negra proporcionam eram, na realidade, gigantescas.

A maioria deles viveu uma vida de escravo sob os comandos de Joseph no passado, mas o motivo para terem persistido até agora era porque ser escolhido por um Bruxo já era um milagre por si só.

Para eles, a magia negra era algo que sofreram para aprender gastando uma parte enorme da vida deles como escravos e servos, mas James estava tentando tocar nesse nobre conhecimento com as coisas ignorantes que aprendeu na rua.

James abriu a boca com pressa para contar sobre as histórias que conhecia.

— Conheço muitas histórias interessantes sobre magos porque tenho muitas conexões… Se não for o suficiente, tenho outras histórias também…

— Não, não faz sentido de qualquer jeito.

— O que você sabe? — Oliver interrompeu Peter e perguntou.

— Bem? Sei muito sobre a vida nas ruas e os becos de Landa…

James sorriu desajeitadamente, sabendo que era um absurdo.

Mas Oliver teve uma reação inesperada: — Sim… é o suficiente.

— Mestre?! — Peter falou com pressa. — Isso é ridículo. Esse homem está trapaceando.

— Bem… mas uma promessa é uma promessa.

Peter não disse mais nada depois disso, já que sabia que a linha de pensamento do Oliver era completamente diferente.

Ignorando Peter, Oliver falou com James: — Então, quando você vai começar a aprender?

— Não me importo de aprender agora mesmo.

— Hum… Certo. Siga-me.

Oliver levou James para a sala de aula no subsolo.

Todos olharam com estranheza a visão deles indo, mas ninguém se atreveu a falar.

Depois de chegar na sala de aula, Oliver pegou uma emoção para propósito educacional da prateleira.

— Primeiro, vamos ver o que você consegue fazer, certo?

— Não consigo fazer nada.

— O quê…?

— Como falei, não consigo fazer nada… E não é só isso. Não consigo condensar as emoções na ponta dos dedos. Não consigo nem ver.

Ambos se entreolharam diante da situação inesperada, incapazes de falar qualquer coisa.

— …

— Huh… posso ser sincero?

— Sim, por favor.

— Não tenho talento para magia negra.

— O quê?

— Tem uma coisa que não te contei. Não é que não tive nenhuma oportunidade para aprender magia negra. É só que eu simplesmente não tinha talento.

— Então… por quê?

— Bem? Ainda assim, existe algum jeito de aprender alguma coisa? Posso estar velho, mas ainda tenho muita determinação… Não tem como? Você não é o Bruxo que derrotou o Joseph?

Oliver entendeu o que James quis dizer.

James tinha a esperança fraca de que, se fosse Oliver, ele poderia ter um jeito de ensiná-lo.

Neste momento, Oliver também ficou confuso.

Ele procurou livros educacionais na biblioteca de Joseph para lecionar, mas não conseguiu encontrar nenhum.

Por causa disso, tudo o que Oliver podia fazer era apontar os problemas de outras pessoas e, às vezes, ajudá-las indiretamente.

Tudo bem quando se tratava dos discípulos, porque todos eram capazes de abrir o terceiro olho e extrair emoções, mesmo de um jeito desajeitado.

Oliver não sabia como ensinar alguém que não sabia nem fazer o básico.

Olhando para Oliver, James perguntou com decepção.

— Por quê? Não tem… nenhum jeito?

Oliver encarou sem falar nada, então estendeu subitamente a mão e cobriu os olhos do James.

— Ahhhh! O que está fazendo…!?

— Espere um minuto. —

Oliver afastou a mão resistindo do James e cobriu os olhos dele de novo.

Focou sua atenção nos olhos do James, de modo que este se sentiu estranho.

Logo, começou a ver as emoções do James com cada vez mais clareza, extraiu algumas armazenadas no tubo de ensaio e então colocou sua mão nos olhos do James do mesmo jeito.

— Que porra…?

— Espere.

Com essas palavras, Oliver colocou força nas mãos pressionando os olhos do James mais uma vez.

A visão normal enfraqueceu, conforme sua visão de bruxo ficava mais forte. E quando o limite estava prestes a ser cruzado, Oliver empurrou as emoções que estava segurando nas mãos nos olhos do James.

— Aaaaaaaaah!

James sentiu uma dor aguda no globo ocular e começou a sofrer.

Oliver não parou.

— Tá doendo! Desgraça, porraaaaa… Tá doendo!!!

— Tá, tá. Tá tudo bem. Espere um minuto.

James sofreu como se a dor tivesse atingido o máximo, depois de gritar por muito tempo, Oliver finalmente parou.

— Aaaahhhhhhhhhhh…!

James caiu enquanto segurava os olhos fechados, ele rastejou no chão gemendo de dor, mas ainda não conseguia abrir os olhos como se tivesse visto uma bomba de luz.

— Olhos…! Meus olhos…! O que diabos você fez?! — James exclamou, enquanto segurava seus olhos ardendo.

Contudo, com o passar do tempo, a dor diminuiu gradualmente e sua visão começou a ser restaurada.

— O que isso parece? — Oliver levantou o dedo na frente do James, que mal conseguia abrir os olhos, e perguntou.

James respondeu inexpressivamente. — Um… círculo?

***

— Então… você está dizendo que Landa foi construída por magos?

— Isso mesmo… Sendo mais preciso, foi construída por capitalistas e magos. Só que as pessoas dizem que foi construída por magos. Bem, também não é mentira. Os capitalistas só deram dinheiro. Reconstruir Landa foi a habilidade dos magos. Até uma criança de três anos sabe.

— Eu não sabia…

— O que quis dizer é que… quase todo mundo sabe disso… Você não sabe o que é uma metáfora?

— …….

— Haaa, não sabe mesmo… De qualquer forma, o ponto é que o status dos Magos em Landa é altíssimo. O status dele é ainda maior do que em outros lugares que são melhores do que Landa.

— Ok. Mas como você sabe sobre os magos, Sr. James?

— AhAhhh…… Para começo de conversa, rola muitas histórias sobre Magos em bares e nas ruas, e eu fui até mesmo contratado por magos algumas vezes. Quando precisavam de um resolvedor de problemas.

— Resolvedor de problemas?

— Quando precisavam de alguém para incendiar o negócio de um colega mago ou quando queriam agredir seus funcionários.

— Os magos… brigam muito?

— Uh. Pessoas inteligentes odeiam pessoas inteligentes como elas. É o medo da mesma espécie. Posso fazer uma pergunta desta vez…?

— O quê?

— Quantas vezes ainda tenho que fazer isso? — James perguntou enquanto reunia suas emoções na ponta dos dedos na forma de um círculo todo irregular.

Na verdade, não podia ser chamado de círculo, visto que era algo que qualquer um teria vergonha de chamar de círculo.

— Até você fazer um círculo perfeito.

— Haha… você não pode simplesmente ensinar a magia negra logo?

— Se não consegue nem fazer um círculo direito, então nem eu posso ajudar.

Com essas palavras, James ficou muito desapontado.

Ficou muito feliz por ter dado com sucesso o primeiro passo na magia negra, então queria dar o próximo passo com pressa, mas Oliver o aconselhou com calma.

— Além disso… o verdadeiro poder da magia negra não está no seu poder bruto.

— O quê?

— Segundo os livros do mestre no escritório, o verdadeiro poder da magia negra é o terceiro olho que vê o interior do oponente e a técnica precisa, usando esses olhos para ver através do inimigo. É o que penso, também. Será inútil se pensar só na força da magia negra.

Havia uma dignidade considerável nas palavras de um menino que parecia ter apenas quinze anos de idade, e James olhou para ele sem brincar como de costume.

— Então…

— Sr. James! Já movemos tudo!

Os trabalhadores saíram da fábrica de salsichas, carregaram as caixas de pilgarets nos caminhões e gritaram de longe.

— Ok! Esperem um minuto!

James voltou subitamente a ser o funcionário A do farmacêutico, enquanto pegava um cigarro e o colocava na boca.

— Isso é tudo por hoje. Continue praticando círculos e, se conseguir, tente fazer quadrados.

— Ok… Quadrados… A propósito, pode aumentar a produção? Vamos arranjar as emoções necessárias.

— Já… não estamos fabricando muito?

— Sim, estamos realmente fabricando muito, mas podemos precisar de mais.

Mais?

Oliver ficou um pouco preocupado.

No início, a produção de pilgarets que vinha aumentando pouco a pouco dobrou e triplicou do nada, agora quadruplicou.

Isso significava que a carga de trabalho dele aumentaria, e não era uma coisa feliz para Oliver, que queria gastar seu tempo estudando magia negra.

Bem, quase terminou de ler todos os livros da biblioteca de qualquer jeito, então não era um grande problema, mas, mesmo assim…

— Posso… pensar nisso por um momento? O local de trabalho já atingiu seu limite.

— Ok. Vou falar pro chefe. Mas, se for possível, pense em aceitar a oferta. Seus itens são muito populares agora, então você deve remar quando a água entrar.

Não era uma oferta boa para Oliver, que não estava particularmente interessado em dinheiro.

E não havia nenhuma parte interessante nisso.

— Está popular?

— Sim, não sabia?

— Não.

— Por que você acha que a produção aumentou? Claro, é por causa da alta demanda. A oferta não está suprindo a demanda. Seus itens são muito populares agora. Não é de admirar que os clientes tentam comprar de outros fornecedores. Pode ser um pouco exagerado, mas tem o potencial de até ameaçar a Fumaça Negra.

— O que é… a fumaça negra?

— Você não sabe… o que é a fumaça negra? Está brincando?

Quando Oliver negou com a cabeça em silêncio, James ficou atordoado.

— Você é um bruxo que vende pilgarets, mas não sabe nem mesmo o que é a Fumaça Negra?

— Porque nunca ouvi falar disso.

— A Fumaça Negra é a marca mais popular de Pilgaret… Um pilgaret de alta qualidade. E seus produtos serem comparados a ela já diz como é incrível.

— Ok…

— Ah, fala sério!! Não consigo nenhuma reação nem mesmo quando elogio. Quantos elogios preciso te dar para ver uma expressão satisfeita no seu rosto…? De qualquer jeito, vou contar ao chefe a sua opinião. Até a próxima.

Oliver assentiu e viu James sair, mas ele parou do nada e perguntou com uma expressão muito séria.

— Posso te perguntar uma coisa?

— Claro, fique à vontade.

— É engraçado eu perguntar isso logo agora… mas por que me ensinou Magia Negra sem hesitar? Sendo honesto, você poderia ter me ignorado.

Oliver pensou profundamente e abriu a boca.

— Por que eu não deveria te ensinar?

James fez uma pausa e disse com um sorriso fraco. — Haha… você é mesmo um cara estranho.

— Sou?

— Enfim. Até a próxima.

***

Vários carros estavam indo em direção à cidade subdesenvolvida de Wineham.

Eram da série F, um veículo para distribuição em massa e um modelo que não era estranho em qualquer canto.

Graças a isso, era muito popular entre a classe média, que eram um pouco bem de vida, e aqueles que realizavam missões secretas.

Todos pararam de uma vez.

Depois de um momento, uma mulher saiu do carro.

Pele que parecia porcelana, características faciais distintas e cabelos brilhantemente loiros.

Era uma mulher bonita que parecia uma pintura, e sua aparência expressava sua beleza e inteligência.

Não, não apenas bonita, ela parecia sagrada.

— É aqui que produzem aquela coisa?

— Sim, Cavaleira.

A mulher, que foi chamada de cavaleira por seu subordinado, falou enquanto tocava a cruz pendurada no pescoço.

— Então vamos depressa para destruir o mal que está espalhando a droga maligna.

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