Capítulo 9 (Parte 3)

Por quê?

Seria ótimo se não fosse o caso, mas ele teve que dar essa resposta. Não tinha nenhuma prova concreta, então não tinha certeza se deveria dizer isso com tanta certeza. De certo modo, era sua intuição. Porém, em sua mente, Haruhiro imaginava um único guorella com três ou quatro redbacks sob seu comando, liderando um grande bando de mais de cinquenta.

Um redback entre redbacks. Era excepcionalmente grande, forte, mas, acima de tudo, astuto e ardiloso. Estava se divertindo com a caça. Seguiu Haruhiro e sua party enquanto faziam o máximo para fugir, e ficou exultante ao encontrar um novo campo de caça em Jessie Land. Ele decidiu fazer seus subordinados descansarem, como se estivesse se preparando.

Essa cena poderia ser toda imaginação de Haruhiro, mas isso era bom. Se vissem que o inimigo era mais assustador e numeroso do que esperavam, os guorellas fugiriam. Haruhiro quase rezava para que fosse assim.

— Denko — disse Jessie, lançando um olhar para os restos do ranger. — Incluindo ele, perdemos três rangers. Isso nos deixa com vinte e um rangers, eu, e vocês.

— Você não vai libertar a Setora? — perguntou Haruhiro. — Ela seria uma aliada valiosa em combate.

— Não consigo imaginar alguém da aldeia oculta lutando por Jessie Land.

— Isso não se aplica só à Setora. Nós somos iguais.

— Por que vocês não fugiram? Se tivessem matado ou imobilizado a Yanni, poderiam ter feito isso.

— Honestamente, isso nunca me passou pela cabeça, mas isso significaria deixar a Setora para trás, certo? Não tenho certeza se conseguiria fazer isso. Além disso, o nosso Kuzaku parecia estar se dando bem com a Yanni-san.

— Uh, olha só — interrompeu Kuzaku. — Só pra deixar claro, eu e a Yanni-san não temos esse tipo de relação.

— …Nem achei que tivessem, cara.

— Quer dizer, a Yanni-san pode não parecer, mas ela tem seu lado fofo, sabe? Acho que é meio rude dizer que ela não parece.

Yanni pareceu captar o rumo da conversa.

— Ahh?! — Ela deu um chute no quadril de Kuzaku.

— Ai! Ei, para com a violência, Yanni-san! Isso não é nada fofo!

Shihoru sorriu de canto.

— Vocês dois parecem realmente próximos.

— Basicamente, isso significa que ele tem boas habilidades de comunicação, diferente de mim… — Mary murmurava para si mesmo.

— A Yume também fez amizade com o Tuokin. — Yume inflou uma das bochechas. — Jessie, o Tuokin não tá machucado, né? Ele tá bem?

— Tuokin está ileso — respondeu Jessie com um leve dar de ombros. — Ele é o líder dos rangers. Pode ser pequeno, mas é inteligente.

— Fuuu — disse Yume, impressionada. — Yume sabia que o Tuokin era bom no que faz. Ele consegue resolver as coisas quando se esforça.

— Por sinal, o ranger em quem mais confio depois do Tuokin é a Yanni — continuou Jessie.

— Ela é forte, afinal — disse Kuzaku.

— Nara! — gritou Yanni imediatamente, dando outro chute na bunda de Kuzaku. Ele estava usando armadura, mas parecia ter doído.

— Oh, também… avisem os moradores para… — começou Haruhiro, mas parou e olhou para o sul. Não era que tivesse ouvido algo… Ele achava. No entanto, só podia dizer que algo o incomodava.

— Foi descuido meu — disse Jessie, virando-se e indo embora. — Yanni! Afta ewa!

Yanni olhou para o corpo de Denko, demonstrando alguma hesitação. Mesmo assim, imediatamente respondeu: — Yai! — e saiu correndo.

— Haruhiro-kun?! — gritou Shihoru.

Haruhiro chamou seus companheiros: — Vamos! — e seguiu atrás de Jessie e Yanni.

Jessie parecia calmo, mas Yanni estava inquieta. De vez em quando, tentava apressar o passo, só para ser repreendida por Jessie.

— Yanni-san… — Kuzaku parecia extremamente preocupado com Yanni. — Ei, Haruhiro, você não acha que…?

Antes que Haruhiro pudesse responder, provavelmente, Yume disse: — Gworellons?! — Algo que poderia não fazer sentido, mas parecia fazer. — Yume parou de ouvir as vozes deles, então tava toda relaxada!

— …Isso pode ter sido a armadilha — disse Shihoru.

Ela provavelmente estava certa.

— Setora! — chamou Mary.

Não era como se Haruhiro não estivesse pensando na Setora e em seu grupo. Mas foi um pouco surpreendente. Não apenas Mary, nenhum dos seus companheiros tinha uma boa relação com Setora.

— Haru! Se a Setora tá na prisão, ela não pode fugir! Temos que nos apressar e salvá-la!

— Uh, sim.

— Tenho certeza de que a Setora está esperando você ir buscá-la!

— T-Talvez você tenha razão…

O que era isso? Haruhiro pressionou a mão contra o peito. Essa sensação desagradável. Mary não estava dizendo nada de errado. Apesar disso… ele estava irritado? Mas por que Haruhiro estaria irritado? Não, parecia que ele não estava exatamente irritado. Contudo, se alguém perguntasse o que ele estava sentindo, não saberia dizer.

Kuzaku levantou a voz, por alguma razão: — A Setora importa mesmo?!

— É claro que importa! — Mary retrucou imediatamente.

— Tá, dizer que ela não importa pode ser exagero, mas ainda assim! Ela é mesmo tão prioritária assim? Quero dizer, ela nem é uma de nós, sabe?!

— Ela salvou nossas vidas várias vezes! Além disso, a Setora ama o Haruhiro! — retrucou Mary.

— Isso é problema dela, não é?! O Haruhiro só está sendo obrigado a fingir ser o namorado dela, ou amante, ou seja lá o que for, porque ele não teve escolha! Não faz diferença qual dos dois seja!

— Então está dizendo para simplesmente abandoná-la?!

— Eu não estou dizendo isso! Só que…

— Só que o quê?!

— Ah, tanto faz! Eu não quero brigar com você! Eu nem entendo por que você está tão a favor dela!

— Nem eu!

Se a discussão continuasse, Haruhiro poderia intervir para pará-la. Ou talvez não. Talvez ele nem conseguisse dizer nada, no fim das contas. Ele se perguntava o que teria feito. Não sabia.

De qualquer forma, era bom que a discussão tivesse terminado. Aquilo lhe dava um nó no estômago. Por que Kuzaku e Mary estavam discutindo por causa da Setora? Ele conseguia entender o lado de Kuzaku, mas, enquanto não era Kuzaku, não fazia sentido para Haruhiro que Mary defendesse Setora.

Talvez Mary realmente ache que eu deveria ficar com Setora? Não preciso que ela decida isso por mim, no entanto…

Bem, não que eu pretenda abandonar Setora.

Ele conseguia ouvir o que pareciam ser gritos. Estavam a uns trezentos metros da aldeia. O que estava acontecendo lá? Algo estava acontecendo? Eles ainda não conseguiam ver, mas aquilo não era bom. Parecia ruim.

Haruhiro de repente percebeu que algo estava errado. Ou melhor, finalmente caiu a ficha de que algo estava errado com ele. Quando ele acordou, sozinho com Mary, sentiu-se meio eufórico. Quando os guorellas apareceram, ele poderia estar mais tenso.

Ele estava calmo. Calmo demais, talvez. Não era do tipo que se envolvia profundamente nas coisas, mas parecia haver uma pequena, muito sutil, distorção entre ele e a realidade.

Os gumows não eram tão diferentes dos humanos. Mesmo que pensasse nisso, Haruhiro provavelmente só tinha visto os restos do ranger que caiu na torre norte como um objeto. Ele se solidarizou, mesmo que minimamente, com Yanni, que havia perdido um dos seus? Quase nada. Não, absolutamente nada. Não parecia real, de alguma forma. Como se ele estivesse em um jogo.

Mas isso não é um jogo.

Ao longe, Haruhiro viu um guorella arrombar uma porta e invadir uma casa. Aquele grande guorella, que andava com os nós dos dedos de casa em casa, provavelmente era um redback. Quantos guorellas tinham entrado na aldeia?

— Haruhiro! — Jessie jogou algo para ele. — Tire aquela mulher Shuro daqui!

A chave da prisão. Era a chave da prisão.

— Certo — disse Haruhiro, pegando-a. — Onde ela está?!

— Shihoru deve saber! Yanni, wolla!

— Yai!

Jessie levou Yanni consigo e parecia que ele agiria separadamente de Haruhiro e os outros a partir dali.

— Eu lidero! — Shihoru tentou seguir à frente.

— Não! — Haruhiro a deteve. — Kuzaku, você vai na frente! Shihoru, fique atrás de mim e nos guie!

— Entendido! — gritou Kuzaku.

— …Certo!

— Yume, fique de olho ao redor! Mary, proteja Shihoru e Yume!

— Miau!

— Certo, pode deixar comigo! — respondeu Mary.

— Haruhiro-kun, por ali! — Shihoru apontou à frente e para a direita.

Haruhiro hesitou. Eles chegariam à aldeia em breve.

Havia gritos e berros dos gumows e rugidos dos guorellas. Alguns gumows estavam caídos na estrada. Todos ensanguentados. Seus braços e pernas haviam sido arrancados, e seus rostos estavam esmagados. Havia até gumows com a cabeça destroçada.

A maioria deles não se mexia. Provavelmente não estavam respirando. Não eram só adultos; havia crianças também. Por que não estavam dentro de suas casas? Aquilo não era bom. Será que pensaram que a crise havia acabado quando o sol nasceu? Jessie não deveria ter dito que era seguro sair ainda.

Não—Justo quando pensou nisso, um grupo de gumows correu para fora de uma das casas. Em seguida, um guorella os perseguiu. O guorella havia entrado naquela casa, então eles não tiveram escolha a não ser fugir. Era isso? Mas, mesmo fugindo…

Ohh. Aquilo era terrível.

O menor gumow, provavelmente equivalente a uma criança humana de cinco ou seis anos, foi pego pelo guorella. Era um jovem macho. O jovem macho derrubou a criança gumow e mordeu sua cabeça, esmagando-a com os dentes. Não a comeu, apenas cuspiu os restos. Em seguida, arrancou um braço e começou a mastigá-lo.

A mãe gumow soltou um grito e tentou avançar contra o guorella, mas o pai gumow a segurou, prendendo seus braços para trás.

O que aconteceria com aquela família? Haruhiro não sabia.

Haruhiro e os outros precisavam contornar a direita da aldeia e encontrar a prisão onde Setora estava sendo mantida. Não podiam salvar aquela família, e tampouco tinham tempo para assistir ao desfecho deles. Haruhiro não tinha certeza se se sentia mal por isso ou não.

Mas, se sentisse, deveria salvá-los sem hesitar. Ou melhor, não teria tentado? No fim, gumows não eram humanos. Eram feios e, além disso, embora ele não pudesse dizer que aquilo não tinha nada a ver com ele, era uma crise. Não podia se compadecer por todos eles.

Ao mesmo tempo, pensou que estava errado. Sentiu pena deles. Mas o que poderia fazer? Nada.

— Ali! — apontou Shihoru.

A porta da construção indicada por Shihoru estava quebrada, e havia até dois guorellas no telhado. Eram pequenos, claramente diferentes dos machos. Aqueles dois eram fêmeas.

Kuzaku estava intimidado pela voz aguda: — I-Isso não é brincadeira!

— Chame a atenção delas! — Haruhiro deu um leve tapa no braço de Kuzaku. — Vou olhar lá dentro!

— Isso é loucura, Haruhiro! Nem consigo imaginar que ela esteja bem!

— Tanto faz, só faça! Não saberemos até verificarmos! — Haruhiro respirou fundo e se acalmou. — Pessoal, deem suporte ao Kuzaku! Por enquanto, só eu preciso entrar! Se eu precisar de vocês, vou gritar!

— Não, mesmo que você grite…! — Kuzaku bateu no escudo com a mão que segurava a grande katana. — Droga! Ei, venham aqui, suas guorellas fêmeas! Vou acabar com vocês! Não desse jeito, claro! Só avisando!

Parecia que as duas fêmeas estavam interessadas em Kuzaku. Aproveitando essa brecha—

Afunde. Stealth.

Aparentemente, a construção não tinha janelas. Ele teria que entrar pela porta.

Yume disparou uma flecha contra as fêmeas, e Shihoru lançou Dark.

Haruhiro escorregou para dentro da construção pela entrada.

Havia três celas à esquerda e à direita de um corredor separadas por grades. Aquele que batia nas barras da cela frontal à direita era Enba. O nyaa emitia gritos agudos.

— Goooohhh! Gaaahhhh! Oooohhhh! — Um guorella soltava rugidos incríveis enquanto sacudia violentamente as grades da cela ao fundo, à direita. Setora devia estar lá.

As grades pareciam ser uma mistura de ferro e madeira, mas um dos guorellas parecia prestes a derrubá-las a qualquer momento. Infelizmente, o cabelo daquele guorella era vermelho. Um redback.

Não hesite.

Haruhiro sacou o estilete e o segurou de forma invertida. O redback ainda não o tinha notado. Ele avançaria assim.

Quando tentou dar um passo à frente, o redback olhou em sua direção, com as mãos ainda nas grades.

Haruhiro engoliu em seco. Todo o seu corpo enrijeceu. O coração disparou, e ele sentiu uma pulsação aguda.

Era bizarro, mas o redback estreitou os olhos, exibiu dentes pontiagudos como presas… e sorriu. Foi o que pareceu.

Agora que tinha sido detectado, ele não conseguiria derrotá-lo. Zero chances. Haruhiro sabia disso. Se não fugisse, seria morto.

Naquele momento, ele não pensou nem um pouco em Setora. No final, isso provavelmente foi o melhor.

Haruhiro se virou imediatamente. Foi no mesmo instante em que o redback começou a correr, ou talvez Haruhiro tenha sido um pouco mais rápido.

Assim que saiu pela porta, Haruhiro saltou para o lado direito. Sentiu algo como uma explosão bem atrás dele. O redback tinha avançado, ao que parecia.

— Gah?! — gritou Kuzaku.

Kuzaku tinha sido jogado para longe pelo redback?

Haruhiro rolou, levantou-se e olhou para o telhado. As guorellas fêmeas ainda não haviam descido. Yume não estava tão longe.

— Yume, aqui está a chave! Pegue a Setora! — gritou Haruhiro.

— Certonya! — Yume pegou a chave que Haruhiro jogou para ela e correu para a entrada da prisão.

— Whoa… — disse Kuzaku. O quê?

O redback.

O redback estava girando Kuzaku no ar. Pelo pé. Ele havia agarrado a perna de Kuzaku e o estava rodopiando em círculos.

— Kuza—!

— Zaaaaaaaaahhhhhhh! — O redback arremessou Kuzaku.

Ei.

Qual foi.

Como consegue fazer isso?

Kuzaku estava voando. Ele desenhou uma parábola suave no ar antes de colidir com uma casa a não dez, mas vinte metros de distância.

— Mary! — gritou Haruhiro, tentando avançar contra o redback.

E então? Ele questionou a si mesmo. O que vou fazer? Esse é um inimigo que consigo enfrentar de frente?

Inspire.

Expire.

Bom. Agora relaxe.

Afrouxe os joelhos. Os cotovelos. Os pulsos e os tornozelos. Solte todas as articulações. Incline-se um pouco para frente. Assim está bom.

Ele lambeu os lábios.

Mary estava correndo em direção a Kuzaku agora.

Shihoru estava escondida atrás de uma casa próxima.

Yume já estava dentro da prisão.

As duas fêmeas ainda estavam no telhado, como sempre.

O redback enrugou o rosto coberto por uma pele semelhante a uma carapaça e, então, sorriu novamente.

Isso quase fez Haruhiro sorrir também. Mas, claro, não porque achasse engraçado. Não era isso.

Aquele desgraçado. Está tirando sarro de mim?

— Qual é o seu problema, cara? — rosnou Haruhiro.

— Ohh. — O redback estreitou a boca e emitiu um som. Ele estava claramente zombando.

Mesmo assim, não precisava se irritar. Haruhiro respirou fundo mais uma vez.

Era difícil demais derrubar as fêmeas, sem falar no redback, mas ele precisava ganhar tempo de alguma forma. Havia poucas coisas que Haruhiro podia fazer, mas, bem, ele faria o que pudesse. Daria cem por cento disso.

O redback virou as costas para ele.

— …Hã? — disse Haruhiro.

Imediatamente, ele pensou: Não fique desapontado. No momento em que relaxasse, ele poderia atacá-lo.

Mas suas preocupações foram em vão.

O redback virou o rabo para ele e fugiu, e as duas fêmeas também foram embora.

— Não faço ideia do que acabou de acontecer…

Seja como for, aquilo tinha salvado sua pele. Isso era o mais importante agora. Ele precisava mudar o foco.

Shihoru saiu do esconderijo e correu até ele.

— Agora há pouco… — foi tudo o que ela disse.

Setora, Enba, Kiichi e Yume saíram da prisão. Setora abaixou a cabeça, parecendo cabisbaixa. Pelo menos, era o que parecia, mas não era isso.

— Haru — ela disse —, obrigada… Você também, Yume.

— Oh… — Haruhiro respondeu de forma desajeitada. — N-Não foi nada.

— Nyeh! — Yume fechou um olho e levantou o polegar.

Todos se apressaram para onde Kuzaku e Mary estavam. Kuzaku estava ferido, com alguns ossos quebrados, hematomas e um corte, mas Mary nem precisou usar o Sacrament. Ela conseguiu curá-lo apenas com Cure.

— Cara, às vezes fico impressionado com o quão resistente eu sou — disse Kuzaku.

— Isso não é algo ruim — Mary lançou-lhe um olhar ligeiramente severo. — Mas não fique confiante demais.

— Tá. Desculpa por todo o trabalho. Eu me desculpo.

— Não precisa fazer isso. É meu trabalho.

— E então? — Setora parecia ter voltado ao seu estado habitual. — Vamos sair daqui?

Haruhiro trocou olhares com Shihoru.

Aproveitar o caos e escapar de Jessie Land. Não seria impossível. Era essa a sensação que ele tinha. Talvez fosse até o que eles deveriam fazer. Se considerassem apenas o que era benéfico para eles, ou sua própria segurança, provavelmente era o melhor a se fazer.

Shihoru abaixou os olhos primeiro. Ela não conseguia decidir. Isso devia ser o que ela estava pensando. Provavelmente se sentia culpada por não conseguir expressar uma opinião.

Mas tudo bem. Shihoru estava tentando aliviar o peso de Haruhiro. Isso já era suficiente. Realmente ajudava.

Por que precisavam de um líder? Para tomar decisões em qualquer situação. Era isso que um líder fazia, e esse era o papel de Haruhiro.

Ele podia errar. Podia se arrepender das escolhas. Mas, ainda assim, se chegassem a uma bifurcação, à esquerda ou à direita, ele precisava escolher.

— Precisamos afastar os guorellas. — Haruhiro ajustou levemente o aperto no seu estilete, respirando superficialmente. Ele olhou de canto de olho para a direita. — De qualquer forma, se não nos livrarmos deles, podemos correr, mas não vamos conseguir escapar.

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