Capítulo 5

É Felicidade Porque Você Está Aí

O céu estava claro, sem uma nuvem no céu. O clima perfeito para uma caminhada.
Celeilia usava o casaco com capuz tecido com prata que ela sempre vestia, e levou em uma mão o que seria uma pequena cesta para trilhas no meu mundo, no que ela andou para fora do portão do castelo.

“Nós estamos visitando a Cidade do Castelo?”
“Sim. Mizuki, hoje, eu quero lhe deixar conhecer meu mundo.”
“Tendi. A verdade é, eu mesmo estava um pouco curioso.”
Eu gastei os últimos alguns dias no alojamento das brigadas de magos da corte real, e enquanto isso pode ter sido por minha própria vontade, eu não tive uma chance de passar pela cidade do castelo. Eu só tinha ido por ela no primeiro dia.
Mais do que qualquer outra coisa, andar pelas ruas desoladas sozinho era um pouco assustador.
Mas dar despedidas com um sentimento assustador desses seria triste.
Quero dizer, aqui é onde Celeilia viveu, e onde mais muitos viveram suas vidas.
Eu andei ao lado dela, e olhei pela cidade.
Não havia qualquer vento, e estava quente, então nada além do silêncio total do cenário da cidade veio até meus sentidos.
Os passos meus e dela, em cima do pavimento de pedra cheio de mato era tudo que tinha para quebrar esse silêncio.
E Celeilia parou diante de uma única casa… uma loja com uma pequena placa colocada contra ela.
Mesmo de fora, eu podia ver que o interior da loja estava um pouco empoeirado.
Dentro, as panelas de pedra que eu estive usando no castelo me deixaram ver que era uma loja de comida.

“Esta é a loja de Lahn que eu frequentava. Eles assavam montes de lahn todo dia.”

A palavra que nem o doce podia traduzir era provavelmente o nome de uma comida.

“Lahn?”
“Lembra, você comeu ele no dia que nós nos encontramos, Mizuki.”
“Oh, aquele pão estilo naan.”
“Então você tem isso no seu mundo também, Mizuki?”
“Yep. Não é lá muito comum no meu país, mas eu comi isso antes.”

Parece que o lahn estilo naan era algo básico no país dela.
Crescido no arroz, eu não era muito familiar com ele, mas ele tinha um gosto agradável que podia virar um hábito.

“Era uma loja administrada por um cara com um rosto meio assustador, severo, mas o gosto era bem legal…”
Eu… entendo.”

Os olhos dela estavam olhando para longe.
Eu tenho certeza que ela não estava olhando para mim. Ela estava assistindo uma cena do restaurante cheio de gente.
Eu não era capaz de ver o mesmo mundo. Por alguma razão, isso me deixou triste.

“… Vamos ir para o próximo.”
“É.”

Nós andamos para fora com a loja de lahn em nossas costas.
A cidade do castelo era como um labirinto, e sem Celeilia para me guiar, eu já estaria perdido
As únicas coisas para meus olhos seguirem era Celeilia e a sombra dela.
Eu olhei para minha mão direita.
Este mundo sem outra vida animada estava despertando um sentimento no meu coração que eu não podia igualar a nenhum outro.

Eventualmente, o que veio em vista era um prédio branco.
Depois de anos de desgaste, suas paredes de pedra estavam lascadsa aqui e ali.

“Esta é a Associação dos Magos do Nulo que eu servi desde quando eu tinha oito anos, até quando eu tinha quinze anos.”
“Oito? Este país coloca pessoas para trabalharem desde uma idade tão jovem?”
“Sim. Era diferente de onde você veio, Mizuki?”
“De onde eu vim, até trabalho em meio período era para, ensino médio… por volta de dezesseis anos ao menos.”

Honestamente, eu não podia esconder minha surpresa.
Claro, pelas aulas de história, eu havia sabido que uma era assim existiu.
Mas do meu ponto de vista isso foi um tempo muito longe… de um passado distante, então ver alguém que verdadeiramente experienciou isso, vendo Celeilia diante de mim era surpreendente.
Pensando de volta quando eu tinha oito anos, isso foi quando eu estava indo para escola, e brincando por aí com Yuuji.
Eu não conseguia imaginar aquele eu pequeno trabalhando numa idade daquelas.

“Para eles serem capazes de seguir adiante sem colocar crianças para trabalhar… Mizuki, seu mundo é um bom.”
“… Certo. É isso que eu quero pensar.”

As piores partes do meu mundo vieram em minha mente. Mas um grande número de cosias boas vieram junto delas.
Ao menos, no escopo do mundo que eu podia ver, havia abundância de pessoas gentis.

“Que tipo de lugar era este?”
“A chefe da associação que vivia aqui era uma pessoa detestável. Ela iria me fazer trabalhar até o talo todo dia. E mais, meu salário era assim~ pequeno, e eu tinha que me sustentar. Foi um belo tempo.”
“Essa deve ter sido uma vida dura.”
“Esse não é o caso.”

Eu tentei imaginar isso um pouco.
Uma jovem Celeilia sendo ordenada por uma velha mulher assustadora.
Era como a trágica história de fundo de uma protagonista de conto de fadas.

“Eu estava no lado mais sortudo. Quero dizer, eu tinha talento mágico desde a hora em que eu nasci, afinal.”
“Oh, sério. Parando para pensar nisso, qual é a diferença entre a associação dos magos e as brigadas mágicas reais?”

Pelos nomes deles, pode ser hierárquico, ou talvez o segundo opere num nível nacional, mas era difícil pensar em que trabalho eles se equiparem no meu mundo, então eu tentei perguntar.

“Certo. A associação dos magos é aplicações práticas, e os magos reais são pesquisa, talvez?”
“Entendo.”

Era diferente do que eu imaginei, mas um farmacêutico e um químico vieram à mente.
Um para vender a droga, o outro para fazê-la.
Ambos eram trabalhos importantes, para ajudar as vidas dos outros.
Como um era manejado pelo governo, eu tenho certeza que haviam alguns prerrequisitos duros.

“Mas há algo que eu ainda imagino, mesmo agora.”
“Imagina?”
“Certo. Há vários tipos de magia, mas este país tem uma regra de uma pessoa só ser permitida um tipo. Quebre ela e sua licença é revogada, e você é levado para fora do país.”
“Hmm… isso soa duro.”
“Quando você quer estudar múltiplas magias, você geralmente tem que chamar alguém de uma facção diferente. Podem haver meses a fio de nada além de reuniões. Se uma pessoa fosse simplesmente permitida a ter mais de uma, eu tenho certeza que a pesquisa teria avançado muito mais.

Uma por pessoa pode ser similar à uma medida de negócios.
No período Edo do Japão, mercadores de uma única união tinham definidos sobre o que fazer e o que não fazer.
Talvez magia fosse igual, e então magia era uma por pessoa?
Huh? Mas até agora, Celeilia usou fogo, água, vento, nulo. Só pelo que eu vi, ela pode usar ao menos quatro tipos.
Talvez como ela tenha dito antes, ela queria alguém para julgá-la.

“Então que tipo de estilo de vida você viveu aqui?”
“Nós produzimos papel intermediário. Apesar que comparado com o que você pode achar no castelo, é de uma classe muito mais baixa.”

Parece que há um ranque nisso.
Eu não sei os específicos, mas parece que magia tem muita coisa rolando nela.

“Mas aqui, minha irmã… não que nós fossemos ligadas por sangue, mas de qualquer jeito, havia uma garota realmente gentil que vivia aqui. Se ela não estivesse lá, eu não teria nem pensado em virar uma maga real.”

Ela introduziu a garota ausente com um tom feliz. Eu tenho certeza que ela era uma garota gentil como Celeilia disse.

“Então você realmente gostava dela, Celeilia?”
“Sim, ela era realmente legal comigo… eu nunca esquecerei.”

Vendo a expressão de Celeilia, o rosto do professor que cuidou de mim na escola fundamentou veio a mente.
Ele acabou sendo meu professor de homeroom não importa em que série eu estivesse. Um bom professor nisso.
Ele se preocupou comigo quando eu havia perdido meus pais, e cuidou de mim no ano seguinte, e no ano que veio depois desse. Pela perspectiva de um professor, eu devo ter sido um saco, mas ele ainda era gentil.
Eu não me esquecerei da fúria dele quando nós ainda tínhamos que aprender o significando de deixar um vaso de flor numa carteira.
Ele poderia ser assustador, mas ele me tinha em sua mente quando ele ficou bravo. Ele deve ter um coração gentil.
E eu definitivamente não esquecerei esse sentimento.

“Me desculpe, Mizuki. Por tornar isso tão esquisito por um tempo.”
“Está tudo bem. Eu consigo entender o que você está sentindo… não, dizer isso seria apenas rude, mas eu entendo um pouco.”
“… Obrigada. Em seguida é…”

E então el e eu vagamos pela cidade do castelo sem pessoas.
Assim como as pessoas haviam andado de suas casas lá quando a cidade estava viva.
Ela era mais vasta do que eu podia ter imaginado.
A prova de apenas quantas vidas haviam vivido… e fragmentos dessas vidas permaneciam espalhadas em estase.
Bolas que rolavam por aí inadulteradas, talheres deixados na mesa, carroças estacionadas bem no meio das estradas, mercadorias ainda expostas nos panos dos mercadores.
Não é como se todo mundo tivesse desaparecido porque eles queriam.
Não havia ninguém sobrando para saber a razão, mas eu tenho certeza que eles foram forçosamente apagados.
Apenas o que podia ter… talvez não foi um ser humano, para começo de conversa.
Mas por qual propósito algo assim…
Pode ter sido um fenômeno natural, ou talvez até uma magia de que eu não conheça.
Mas de acordo com Celeilia, seria impossível eliminar toda vida de uma vez.
Além do que, não só a humanidade, mas toda vida mesmo.
Apenas que evento infrutífero poderia ter ocorrido…

“Mizuki, você deve estar cansado de toda essa caminhada, certo? Devemos parar para almo… fusa?”
“… Parece que o efeito está acabando. O que devemos fazer?”

Os efeitos do doce misterioso ia durar algumas horas.
Colocando um na minha boca de manhã, e tendo ele durar até o almoço foi um tempo maior do que durou da última vez.

Haviam duas sobrando.
De acordo com Celeilia, eles eram uma comodidade bem preciosa, e arrumar outro seria quase impossível, então nós tínhamos que tomar eles com cuidado.
Porque nem eu ou ela seríamos capazes de comunicar nossos pensamentos.

“Mizuki.”

Depois de chamar meu nome, ela colocou uma das duas gotas sobrando em sua boca.

“Celeilia…?”

Por alguma razão, ela fechou a caixa de doces.
Eu estava certo que isso não tinha qualquer sentido a não ser que dois humanos comam eles de uma vez.

“Celeilia, o que você…!?”

No momento que eu pensei que eu fui abraçado, eu senti nossos lábios se sobrepondo.
E a língua estendida dela tinha o doce equilibrado no topo dela…

Não adianta. Minha cabeça estava ficando branca, e eu não podia formar um pensamento.
Meu rosto ficou realmente vermelho. Era como se todo o sangue do meu corpo estivesse se reunindo na minha cabeça.

“Me desculpe…”

Celeilia puxou seu gorro por cima de sua cabeça, e escondeu sua expressão.
Mas ela estava vermelha até a ponta de suas orelhas.
Não que eu fosse alguém para falar algo.

“O último é necessário para retornar você ao seu mundo, Mizuki. Então nós temos que economizar eles…”
“En-entendo. Nós ficaremos bem no tempo efetivo?”
“Sim. Será um pouco curto, mas deve estar bom para durar até onde nós vamos.”
“…”
“…”

Uuh… isto é esquisito.
Talvez fosse melhor se eu dissesse algo.
Quando nós estávamos conversando normalmente apenas momentos antes, as palavras ficaram presas na minha garganta.

“Por ora, que tal almoçar?”
“S-sim.”

Celeilia produziu alguma comida de sua cesta.
Parecia com uma torta triangular. Uma comida que me fazia pensar em algo frito em farinha de trigo.
Quando eu aceitei ela e dei uma mordida, eu achei o gosto crocante de vegetais desconhecidos e carne moída dentro.
Mas os eventos de antes ainda eram impactantes demais para eu lembrar do gosto.
Era gostoso. Essa era toda memória que sobrou.

“Bem, então, Mizuki. Me siga para o último lugar.”
“Tendi.”

Nós seguimos para longe da cidade do castelo, até uma estrada ao topo de uma colina.
Saindo do equivalente a três meses de grama e mato, estava um moinho de vento solitário.
Numa torre larga feita de pedras empilhadas, uma hélice larga virava calmamente.
O ar limpo característico deste mundo andava no vento para fazer ele funcionar.
Apenas um. Uma única pétala de flor dançava pelo ar.
Além do moinho florescia uma campo de flores azuis.
Uma variedade que eu nunca havia encontrado na sabedoria que minha mãe e meu pai haviam socado em mim desde minha infância.
E o único cheiro daquelas flores dançavam por aí na brisa.
… Yep, este é um lugar bem confortável.

“Hmmm! Este é meu lugar favorito.”

Depois de dar uma grande esticada, Celeilia me informou.

“É realmente um lugar bem legal.”
“Eu sei, né? Mesmo depois que eu cresci, é um lugar que eu viria sempre que eu encontrava algum tempo livre.”

Com uma expressão escurecendo, ela apontou seu dedo para a cidade do castelo.
O lugar que nós passamos o dia vagando por aí.
A cidade sem pessoas, e ainda a cidade onde o sopro deles ainda permanecia.

“Mizuki, posso te pedir por dois desejos finais?”
“Dois?”
“Sim. Primeiro, ao invés de Celeilia, você poderia me chamar de Sherry?”

Isso era algo no meu mundo também, um nome fofo ou apelido.
Algo usado com pessoas mais próximas uma com a outra.

“Claro. Entendi, Sh-Sherry.”
“Ah! Você hesitou um pouco aí.”
“Desculpe.”
“Fufu, obrigada, Mizuki. Tem algum modo que você gostaria de ser chamado?”
“É~é, meus amigos todos só me chamavam de Mizuki, então eu nunca realmente pensei sobre isso.”

É mesmo, ela disse no que ela olhava sobre a cidade mais uma vez.
O vento deixou o cabelo transparente dela flutuar.
Colocando uma mão sobre seus olhos, ela olhou para longe na distância.
Eu podia ver claramente por causa da falta de definição do cabelo dela.

“O outro é…”
“Sim?”
“Não se esqueça deste mundo. Não se esqueça… de mim.”

Ela deu uma respirada profunda antes dela ter dito isso.
Eu olhei de volta aos eventos do dia.
A cidade do castelo estava lotado com todas as memórias de Sherry.
E o tempo que nós passamos andando juntos havia se tornado uma boa memória para mim também.
Então sem sentir  nem um pouco forçado, eu podia dizer isso claramente.

“Tudo bem.”
“Mizuki, obrigada…”

Quando eu acenei e respondi, os olhos dela ficaram um pouco lacrimejantes.

“Hey, Sherry. Se você quisesse, você acha que você poderia vir comigo ao meu mundo?”
“… Isso soa legal.”
“Então…”
“… Mas é impossível.”

Ela assertou isso bem definitivamente.
A expressão dela era… triste, um rosto dela que eu não queria ver de novo.

“Tudo que estava escrito em qualquer dos documentos só tratava de invocar.”
“Invocar…?”
“Sim, um sistema deste mundo para chamar adiante pessoas de outros locais no mesmo mundo. Invocar e devolver foram feitos num par, então com a premissa básica delas faz com que você possa retornar aqueles invocados para seus locais originais.”
“Então…”
“Mas invocação de outro mundo opera num princípio fundamentalmente diferente. Porque você tenta chamar por algo que você nem sabe que existe, os autores só pensaram na parte de invocação. Já para devolver, tudo que eu posso fazer pelas minhas habilidades é depender das memórias do alvo para influenciar e mirar o feitiço do conjurador.”

Eu não realmente entendi, mas eu realmente entendo que isso parece depender de mim.
Mas então porq ue Sherry não pode vir junto…

“Mizuki, você consegue se lembrar do seu mundo, não consegue? Você consegue se lembrar das pessoas queridas para você, não consegue?”
“S-sim.”
“E eu não consigo.”
“Ah…”

Tudo que era completamente natural para mim estava fora do plano da imaginação dela.
Assim como até agora, eu não realmente tenho uma noção do conceito de magia.
Desse jeito, meu mundo… o cheiro do ar, as pessoas, a flora, a fauna… ela não tinha como saber nada dos menores fatores que meu corpo havia se acostumado ao crescer ao longo dos anos.
Não importa quanto eu tenha falado sobre ele, mesmo que ela possa imaginar, não tem como isso ser igual.

“Hey, não faça esse tipo de rosto! Eu posso ficar bem sozinha.”
“Mas…”
“Você me deu esperança, Mizuki. Se eu tentasse desejar por qualquer coisa a mais, eu tenho certeza que deus ficaria bravo comigo.”
“…”

Não pode ser.
Um deus que ficaria bravo por algo assim…

“Então agora vamos retornar ao quarto, e retornar você ao seu mundo original.”

Quando ela disse isso com uma vontade tão forte, eu não podia dizer nada em resposta.

A estrada de volta estava silente do começo ao fim.
Eu queria dizer algo para ela, mas eu não tinha certeza do que esse algo era.
Esse sentimento é… um que eu não senti desde que eu perdi minha mãe e meu pai reais.
Incerto do que era que eu tinha tanto medo, incerto do que era que eu deveria fazer.

“Mizuki… mahrri…”

Assim que nós havíamos retornado para a sala, Sherry tentou soltar algumas palavras, mas os efeitos do doce havia acabado.
A hora estava se aproximando.
Eu quase não tive uma chance de dizer as palavras que eu tinha que passar.
Sherry colocou uma gota de doce em sua boca, e trocou ele do mesmo jeito que ela fez no meio dia.
Mas meu corpo não se aqueceu como havia antes.
Ao invés disso, algo similar ao vazio estava tomando meu coração.

“Mizuki, voê adora suas coisas, pessoas, mundo preciosos, não adora?”
“… É.”

Isso não era o que eu realmente queria dizer.
Apenas o que é que eu quero fazer?
Mãe… pai… Yuuji…
O que eles estavam pensando lá trás quando eles me salvaram… eu não sei.

“Mizuki!”
“S-sim!?”

Ela subitamente chamou meu nome numa voz alta, então eu respondi por reflexo.

“Seu sentimento para tudo que você tem querido é realmente algo tão pequeno!?”
“Eh…”

Isso está errado.
O que eu acabei deixando para trás não era algo tão insignificante.
Todos eram tão precioso para mim, tão importantes e insubstituíveis.

“Claro que não!”
“Então prove isso para mim!”
“Como?”
“Você mesmo é a prova. Então retorne para seu mundo, e ache felicidade com certeza!”
“…”

… Oh, entendo.
Então Sherry era igual.
Ela salvou um eu que não tem poder.
Ela é uma das pessoas que me deu coragem.

“Entendido!”
“Então vá adiante. Imagine bem as memórias do seu próprio mundo, e tenha elas fortemente em seu coração.”
“Sim.”
“Você definitivamente não pode virar para trás, tudo bem?”

Eu acenei para as palavras dela.
E depois de refletir minha afirmação em seus olhos, ela sorriu e abriu a porta para a sala.
Como que sendo sugado para aquele quarto, o ar vazio embaçou, e um pouco de vermelho, azul, verde, amarelo, branco, preto, várias cores estavam derretendo no lugar aberto.
Era um espetáculo peculiar, como se eu estivesse assistindo uma cena de um filme.

“Então agora imagine suas pessoas preciosas em sua mente, e continue andando.”

Naquelas palavras, eu andei para a sala.
No momento que eu dei um único passo dentro, eu fui preenchido com uma sensação de flutuar misteriosa.
Mas eu ainda andei.

“Mizuki…”

Eu não olhei para trás.
Porque uma das minhas pessoas preciosas me falou para não fazer isso.

“U… brigh… adah…”
“_______”

Era japonês.
Mesmo quando o doce deveria estar traduzindo, a pronúncia estava errada…

『Obrigada.』

Aquela palavra tinha vindo claramente através da voz da Sherry.
Eu andei sem me virar.
Para retornar onde todos estavam.
Sherry disse para me lembrar de minhas pessoas importantes.
Mãe, pai, Yuuji.
Pense em tudo que existe em meu mundo.
Acredite que fazer isso seria retornar o favor para ela.

Quando eu era jovem, eu fui ajudado.
Eles me levaram para algum lugar toda semana, todo dia para me animar.

Quando eu era jovem, eu fui ensinado.
Que flores eram uma coisa linda.

Quando eu era jovem, eu fui salvo.
Eu aprendi que eu não estava sozinho.

Num dia chuvoso, eu havia notado.
Que nem tudo ao meu redor era uma coisa ruim.

Eu andei.
Eu continuei andando.

Não importa quão doloroso seja, quão amargo, quão triste…
Na beira do meu caminho, eu vi um único raio de luz.
Esse é o lugar em que estou para retornar.

Cores quentes, o cheiro de flores, o cheiro sacarino de doces.
Tudo encaixava.
Capture as características de todos, os corações gentis deles.

Eu andei.
A luz gradualmente se aproximou.

“Todo mundo…”

O ponto de luz continuou a balançar como se ele fosse se apagar a qualquer momento.

Estique sua mão. Estique.
Para retornar para todos.
Você tem que esticar.

Minha mão tocou algo.

Uma pétala de flor amarela.

Geranium… uma flor que tinha o significado de amizade.
E ela tinha dois outros significados.

Um era 『Afeto』.

O outro era…

… 『Encontros por Acaso』.

A língua das flores presa em germaniuns amarelos apenas.

“Entendi…”

As palavras que eu queria dizer para Celeilia só estavam vindo para mim agora.
A memória do dia em que todos me deram suas mãos rodou de novo para mim.
A chuva estava caindo, e naquele dia, eu tive um sentimento bem detestável.
Flores estavam na minha carteira, e eu chorei meu coração para fora.
Não era que eu estava triste.
Eu estava feliz.
Que eu não estava sozinho… que haviam pessoas que esticariam suas mãos para mim.

“Eu tenho que voltar…!”

Eu acabei deixando Celeilia sozinha.
Mesmo quando eu era o único que podia esticar uma mão para ela.

“Celeilia…”

Espaço se distorceu.

『Você definitivamente não pode voltar.』

Isso é certamente o que ela disse.
E então eu acabei quebrando minha promessa.
Eu fui incapaz de compreender que tipo de anormalidade iria surgiu na arte da magia.
Mas…
Ainda assim…

Eu tenho que retornar para Sherry.
E como?
Ela disse isso, não?
Imaginar fortemente.
Eu cavei todas as memórias na minha cabeça.
De como eu desci a montanha pelo rio. De como eu segui o rio até uma cidade fantasma. De como eu encontrei ela pela primeira vez enquanto vagava perdido. De como nós viajamos juntos. De como eu vi magia pela primeira vez. De como nós alcançamos o castelo. De como nós trocamos palavras pela primeira vez no tesouro subterrâneo. De como eu falei daqueles que me são preciosos. De como eu comi a comida dela. De como ela me levou pela cidade do castelo. De como ela me disse para chamá-la de Sherry sob o moinho.

E de como Sherry e eu… nos beijamos.

Lembre.
A felicidade, e tristeza e todo o resto.
Dos dias que eu passei ali, lembre de tudo isso.
Na forma ruindo de espaço, uma única luz começou a se formar.

… E eu estiquei minha mão para ela…


Nota de Tradução: Os significados da flor estão diferentes daqueles do capítulo 3, tanto em número como sentido – eu cheguei a fazer “afeto” repetir nos dois, mas “encontros por acaso” não encaixava em nenhum dos que apareceu antes – só se eu trocasse “desejos por felicidade”, mas são muito distintos…

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