Ainda assim, fiquei preocupado com os efeitos colaterais do uso da água benta, então fiz alguns ajustes depois.

Toda a dor que Bruns sentiu foi graças ao efeito do veneno não diluído, então tentei diminuir este efeito pela metade.

Saí da sala de fabricação novamente depois de refinar as Lágrimas de Valtherus que sobraram, triturando um pouco mais.

‘Tenho mais uma Lágrima de Valtherus, então vou ver se cultivo quando tiver tempo.’

Se plantada em um local adequado, a planta pode criar raízes se algumas “condições específicas” forem atendidas.

— Cadê o Dexter?

— Ah, está na oficina.

— Certo.

Bruns continuou olhando para o peito depois de recuperar os sentidos, ocasionalmente inclinando a cabeça e me olhando ansioso.

— Será que fiz algo errado… Lembro de algo…

— Você me xingou, falando para eu não tocar o seu corpo.

— Des-desculpe!

— Não é que eu não entenda o que sentiu, então está tudo bem.

Ele foi usado como rato de laboratório, então dá pra entender.

A ferida de Bruns sarou sem deixar cicatriz.

Bem, pude verificar os efeitos propriamente, e já faz um dia desde que você me xingou, vou fingir que nada aconteceu e ignorar o fato.

Kaang! Kaang!

Quando fui ao encontro de Dexter na oficina, o som de um martelo reverberou.

Era uma oficina que ficava no porão do cassino.

Parece que Cedric deu um pouco de atenção.

Pode até falar que não acredita em mim, mas fez tudo com muita atenção.

Ele tem uma personalidade amigável.

— Tô entrando.

Hooo~

Kaang! Kaang!

Quando a porta se abriu, uma onda de calor veio acompanhada pelo som de ferro batendo.

Dexter parou, segurando um martelo tão grande quanto a cabeça, depois olhou para mim e estalou a língua. Um cara bem atrevido.

— Pftt. Justo quando estava pegando o jeito.

Bruns ficou furioso com aquela atitude insatisfeita e correu para intervir.

— Ei! Como você se atreve a falar assim com seu mestre!

— Meu único mestre é o Deus Martelo. O Honorável Senhor Tundra é o único que pode ser chamado assim. Seu resto de aborto.

— O quê!? Resto de aborto? Ah, seu merda… Ah, você é um anão, então é apenas um merdinha, hehehe!

Whirlik! Puck!

— Ai! Pare com isso…

Parecia que Dexter jogou um pedaço de ferro que estava segurando na mão.

Assim que seu ferimento anterior sarou, Bruns se feriu novamente e ficou zangado quando viu o sangue fluindo da testa.

— Seu… seu desgraçado.

Bruns correu para Dexter como uma mariposa, mas o resultado foi claro.

Perok!

Com um soco do Dexter, Bruns desabou no chão como uma boneca de palha.

— Você é fraco como um rabo de raposa.

Ao contrário do comportamento áspero, ele era um anão surpreendentemente doce.

— Dexter. Você considerou minha oferta?

— Heh, pensei, caso contrário, não estaria fazendo isso aqui.

Ele pegou o martelo que tinha colocado no chão.

Kaang! Kaang!

— Faço um martelo!

Taang!

— E você usa o meu martelo toda vez que precisar. Não é isso?

— Bem, colocando dessa forma…

Eu o ajudo, e ele me ajuda de volta algumas vezes.

Simples e claro.

— Foi mal, mas tenho uma condição.

— Qual…

— Três anos.

Três anos?

— Me liberte em três anos.

Ativei os Olhos Tricolores e vi que Dexter ainda estava brilhando com uma luz dourada.

Dependendo da minha resposta, pode ficar azul ou vermelho.

— Que tal em quatro anos?

— Ok…

Seuk.

As pupilas do Dexter dilataram um pouco, enquanto estendia a mão.

— Nunca fiz um apertão de mão.

— É fácil.

Tok.

Era uma mão muito áspera.

Os lábios do Dexter se contraíram.

Eu sorri, e, então, ele sorriu de volta suavemente.

— Eu sou Callius von Jervain.

— Dexter. Dexter Boltart.

Seus olhos pareciam ter perdido um pouco da desconfiança.

Era um pouco desconfortável fazer isso entre homens. Imediatamente, tirei o manto que estava vestindo.

— Dexter. O que você acha do meu manto?

— Parece ótimo. Mas não dá um pouco de pena?

— Hmm. Me diz, o que você pode fazer com isso?

— Bem, talvez eu possa acrescentar uma decoração aqui e ali. Só sei um pouco sobre artefatos.

Porém…

— Acho melhor não tocar neste manto. Hmm.

Está brincando comigo? Ou é algum tipo de piada?

Pensei por um tempo sobre o que fazer.

— Se é algo que não vai ser um problema se quebrar, então tente algo com essa espada.

Entreguei Arsando.

— É uma boa espada.

Aquele brilho azul afiado irrompeu novamente.

Dexter olhou para Arsando e acenou com a cabeça.

— Vai levar um instante.

— O que você vai fazer?

— Liberar o potencial dessa coisa.

Logo, uma luz brilhou em seu martelo.

— Em nome de Tundra, por este martelo! Que seus desejos se realizem!

Kwaang!!

Junto com uma luz deslumbrante, um zumbido estourou nos ouvidos de Callius.

Ppiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

A dor foi ainda mais intensa, pois seus sentidos de audição eram elevados graças a Bênção do Bardo. Franzindo as sobrancelhas, Dexter engasgou e ergueu a espada, em seguida, pegou minha mão e me fez segurar Arsando.

‘Ah.’

Na mesma hora percebi o porquê.

Uma luz prateada emanava da lâmina de Arsando e começou a absorver meu poder divino e o de Dexter também.

A luz de Arsando, que havia devorado meu poder divino, desapareceu lentamente.

+

Arsando

Classe:Espada da Vida.

Alma Habitada:Arsando Mirinae.

Habilidade Potencial:Liberada.

A habilidade potencial foi liberada melhorando tanto a força quanto a afiação da espada.

+

Tok.

É evidente assim que você a toca.

Vida e Espírito, algo entre essas classes.’

Uma espada que era melhor do que uma Espada da Vida normal, mas parecia mais uma Espada Espiritual. Dito isso, Callius não conseguiu conter sua alegria.

— Mesmo que você lute com alguém com uma Espada Espiritual, essa espada não vai quebrar.

Não é uma Espada Espiritual, então naturalmente nenhuma habilidade única foi desbloqueada, mas o aumento da força e afiação da espada era algo maravilhoso.

Um estranho padrão de onda estava entalhado na lâmina azul, fazendo com que parecesse mais digna.

Callius lembrou que o Inquisidor Ryburn tem uma Espada Espiritual, Akasha Venenosa.

Se algo acontecesse, e Callius acabasse lutando com ele agora, essa espada não se quebraria facilmente.

Fiz a escolha certa.

Comprar Dexter foi absolutamente a melhor decisão.

— E aí? Gostou? Pegue isso aqui também.

— Isso é…

— Fiz quando no tempo livre.

+

Meia luva de Dexter

Classe:Rara.

  • Uma luva feita pelo anão, Dexter.
    • Um couro mais duro e resistente do que o normal por causa do poder divino imbuído.
    • Protege sua mão.

+

— Não tive tanto tempo assim, então não deu pra fazer um par… mas é melhor do que nada.

Callius imediatamente colocou a luva na mão direita.

Uma meia-luva de couro.

Era obviamente de couro, mas era fina e a elasticidade que grudava na palma da mão era como laicra.

— Eu gostei.

— Bem, então fico feliz.

Cóf.

Dexter tossiu e começou a martelar novamente como se estivesse envergonhado com algo.

Você acabou de mostrar sua gratidão?

Nada mal.

— Vou ter que sair de Tristar por um tempo.

— Tudo certo por mim.

— Então, nos vemos depois.

— Certo.

Kaang! Kaang!

O som de um martelo ecoava na oficina novamente.

Callius encolheu os ombros no manto e começou a subir as escadas para o cassino.

******

No escritório do Cedric.

— Já está partindo?

— Sim.

— Eu gostaria que pudesse ficar aqui um pouco mais. Como sabe, o Inquisidor está procurando por você.

— Mas isso não é o suficiente para me parar. Tudo está acontecendo muito rápido.

Até mesmo neste momento, a roda do mundo está girando.

Callius se sentiu nervoso, pois as coisas estavam acontecendo três anos mais rápido do que esperava.

A fim de sobreviver à tempestade, era necessário ir até o centro dela.

Se tentar evitar a tempestade após ter começado, só será pego por ela e despedaçado.

Mais do tudo, para sobreviver…

— Preciso ficar mais forte.

O tempo não para, e não vai esperar por ele.

— Callius. Qual é o seu propósito?

Os olhos de Cedric se estreitaram.

Seus olhos, que geralmente lembravam bestas selvagens, tinham agora uma impressão séria, e a atmosfera geral também parecia bastante diferente.

Essa deve ter sido a seriedade da pergunta.

‘Meu objetivo…’

Sobrevivência? Não, essa é apenas a parte essencial de tudo.

Então, qual era meu propósito de verdade?

Apenas sobreviver?

Não.

Eu.

O que quero fazer neste mundo?

Estive pensando nisso, mas não consigo encontrar uma resposta.

Então, primeiro…

— Império.

Devo destruir o Império para sobreviver.

Meu propósito é encontrar minha própria realização espiritual, e o Império deve ser destruído para isso.

Não existirá futuro a menos que façamos algo sobre o Império Santo que adora apenas um Deus e nega a existência de outros Deuses e que matava os outros com indiferença.

Destruir o Império.

O que for acontecer, acontecerá.

— Afinal, é o Império? O Império… o Império! HAHAHAHAHAHA!

Cedric bateu na mesa por um tempo, como se estivesse com dor, depois fechou os olhos e saboreou as palavras do Callius.

E, então, ele sorriu.

— A ovelha negra da família do Conde quer destruir o Império.

Cheok.

O que saiu de seus braços foi uma pulseira.

— Isso é para você.

— Um presente de despedida para um maníaco.

Uma pulseira com um padrão simples.

Era fino, com padrões de folhas, e uma joia verde no centro. Não é algo comum.

— É um artefato?

— Tinha esse cara que salvei na Floresta Trêmula. Quando ficamos mais próximos, ele me deu este presente como sinal de amizade e disse que eu tinha muito vigor e energia.

Os olhos de Callius se estreitaram com o nome Floresta Trêmula.

— De qualquer jeito, você vai precisar. Parece que tem muitas pessoas te perseguindo.

+

Pulseira de Vivi

Classe: Épica.

  • Pulseira dada por um elfo que vive na Floresta Trêmula. Ela minimiza o uso do poder divino e armazena o poder divino reduzido.
  • Poder Divino Armazenado: 0

+

Um artefato de classe épica.

Isso apaga a presença absorvendo o poder divino?’

Parecia ser útil para diminuir sua presença.

Além disso, o poder divino absorvido poderia ser armazenado separadamente e usado em uma situação complicada, então tinha uma grande variedade de usos.

Também parecia muito útil para usar a técnica das Flores de Seis Pontas ou manipulação dos brotos.

A princípio, era usado para estocar o poder que transbordava de um especialista de nível paladino com alto poder divino.

Não havia necessidade de hesitar ou recusar.

Sem falar que era também algo necessário.

Se Callius usasse, sua presença não se tornaria diferente da das pessoas comuns.

Cheok.

Callius usou, e a pulseira encolheu para caber no seu pulso.

E, logo depois, começou a absorver avidamente seu poder divino.

Após um tempo.

— Não parece nada mal.

— Ótimo.

Poder Divino – 354/3621

Poder Divino Armazenado – 3267

Havia um limite para quanto poder divino uma pessoa poderia ter.

Mas, usando a Pulseira de Vivi, era possível ir além do limite.

A qualidade do poder divino não poderia ser alterada, mas era possível ter uma vantagem em quantidade, como um tipo de banco reserva.

Era um presente que não podia ser recusado.

— Estou de partida agora.

— Tudo bem.

Não havia mais razão para ficar em Tristar, afinal, nem tinha tenho tempo para isso.

— Está indo para o norte?

— Tem algo que estou procurando.

Seguir para o norte, como programado.

Mesmo com Arsando, havia muitas pessoas fortes ao redor.

Ele ainda estava muito fraco para lidar com este mundo.

Callius teria que lutar com muitas espadas, e, para isso, teria que ficar forte o suficiente.

Seu objetivo agora era a Espada Espiritual que foi confiada para Bernard.

Chegou a hora de encontrar Rakan, a Espada Trovão.

— Ah, ouvi falar que você recebeu algo do Conde Artemion.

— Ah, é verdade.

— Parece que ele está tentando fazer algo em Oliorro… se possível, é melhor não se envolver nisso.

Seguindo o conselho de Cedric, Callius respondeu com um sorriso estranho.

******

Ao anoitecer.

O sol se arrastava sobre a passagem nas montanhas trazendo as sombras do crepúsculo.

Enquanto o véu da escuridão cobria o céu…

Uma carta inesperada chegou à residência do conde Artemion.

Kwaang…!

Os assistentes do conde Artemion, que estava batendo na mesa, tremiam.

— Jervain, seu bastardo… como se atreve?! Como se atreve a me ignorar assim!

Era isto o que estava escrito no papel timbrado:

[Caro Conde Artemion,]

O conde Artemion leu em voz alta e com descrença a carta enviada pelo Jervain.

“Obrigado pela pedra sagrada, é muito útil. Mas, por algum motivo, não vou conseguir te acompanhar na missão de escolta… Eu lhe pagarei pela pedra sagrada que recebi antecipadamente na próxima vez que nos encontrarmos. Então, até uma próxima vez…”

— Ggh! Esse cara… que carta bem escrita. Não, esse não é o problema, o bastardo do Jervain está fugindo com a pedra sagrada!?

Baduk.

A mandíbula do conde Artemion tremia de raiva.

Twiss.

Veias apareceram no seu rosto!

— Ele é o idiota mais sem vergonha desse mundo!! Até ousou fugir com uma pedra sagrada em nome dos Jervain!! KahkGaggh!!

— S-Senhor! Se acalme.

— Cha… chame um médico! Um médico!!

Artemion gritou de raiva: — Procurem por ele!! Encontrem ele agora!!

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