The World After The End

Capítulo 119: Deus Nu (7)

Jaehwan olhou para seus músculos.

“Sinto que fiquei mais forte.”

Seus músculos pareciam ser pelo menos dez vezes mais poderosos do que ele se lembrava de como ele era no <Caos>. Ele sabia que tal poder existia através da memória de Mulack, mas vê-lo na frente de seus olhos era uma coisa diferente.

“É como ele disse. Não há mais poder espiritual”, pensou Jaehwan ao perceber que o poder espiritual que permeava o ar ao redor do <Caos> não existia mais. O <Abismo> era um lugar totalmente diferente do <Caos>. Ao contrário do <Caos> onde o Poder Espiritual permitia o uso de habilidades e poderes, o <Abismo> tinha recursos muito limitados. Era somente através do “mundo único” que emprestava o poder do mundo, que alguém era capaz de usar uma habilidade.

Isso era o <Abismo>.

Jaehwan olhou para seu corpo novamente. Depois de usar [Suspeita], ele percebeu que a potência mundial estava formando uma fórmula complicada. Este poder era chamado de [Configuração] no <Abismo>. Era através da [Configuração] que a potência mundial era autorizada a se formar.

“Aumento da força muscular… Então essa é a Configuração de [Nudez] ou algo assim?”

Então, uma voz barulhenta veio até ele.

[É chamado de ‘Nu’!]

Jaehwan lembrou que era a voz de Andersen.

[Você tem que acertar o nome!]

Jaehwan ignorou o que ela disse, mas a deusa continuou gritando.

[Me escuta! Você está ouvindo?!]

“….”

Ele sentiu como se estivesse ficando com dor de cabeça. Essa garota que estava decidida a acusá-lo de comê-la ou algo assim não parecia querer sair de sua cabeça. Mas havia outro problema.

— Deus! Deus!

Jaehwan teve que arrancar o menino grudado nele agarrando sua cabeça enquanto tentava segurá-lo.

— Deus! Por que você está me recusando?!

— Já lhe disse, não sou seu Deus.

— Você é agora!

Jaehwan estava confuso.

“Ugh, no que fui jogado agora?”

Jaehwan suspirou enquanto olhava para Runald.

Runald ficou surpreso com a postura de grandeza do novo Deus.

“Grande e bonito!”

Poder mundial poderoso estava vindo do corpo nu, e ele tinha o poder de acabar com os [Seguidores] do deus de nível médio com um golpe! Até onde sabia, esse poder estava além do limite de Andersen.

O novo Deus disse que seu nome era Jaehwan. Então Runald decidiu como chamar esse novo Deus com o nome.

— Deus Jaehwan!

— Já disse, não sou um Deus.

— Por favor, deixe-me ser seu [Seguidor]!

Jaehwan ficou frustrado e uma voz veio de sua cabeça.

[Runald… Estou desapontada. Ele disse que não me trairia e olhe para ele agora!]

— A Deusa vai concordar que eu seja seu vice-gerente!

[Eu NUNCA faria isso!]

— Tenho certeza disso! Deus Jaehwan, você é um com a Deusa Andersen agora! Consigo ver, já que você pode usar a configuração [Nu]! Então não é trair minha Deusa seguir você!

[Ei, nunca o tome como seu [Seguidor], você ouviu?]

Jaehwan estava sendo frustrado por Runald por fora e Andersen por dentro.

— Ei vocês dois, parem com isso.

Runald e Andersen ficaram em silêncio quando um forte poder mundial os varreu. Runald começou a soluçar, surpreso. Jaehwan falou.

— Vamos começar do básico.

Se as <Grandes Terras> eram de propriedade dos Monarcas, o <Abismo> era de propriedade dos Deuses. A única diferença era que os deuses eram mais detalhados em seu controle sobre suas regiões.

Essas regiões eram chamadas de “locais”. O tamanho diferia dos muito grandes para aqueles pequenos que geralmente eram igualados ao tamanho de uma pequena aldeia. Havia um total de 8 locais grandes, cada um com nomes diferentes. Os que possuíam esses locais eram deuses de nível superior. Locais médios eram controlados por deuses de nível alto e locais pequenos por deuses de nível médio. Os deuses de nível baixo tinham seus próprios locais, mas eram pequenos demais para serem considerados como locais de verdade.

Jaehwan então parou de ouvir as coisas e perguntou:

— Então, o local é como um terreno?

— Terreno? Não! É diferente!

— Diferente?

— Uh, você não sabe muito sobre o <Abismo>?

— Ouvi algumas coisas, mas não sei muito.

O conhecimento de Jaehwan sobre o <Abismo> era da memória de Mulack, então havia muitas peças faltando. Mas ele não podia explicar tudo para esse menino.

— Os locais não são apenas divididos por regiões. É como uma… Região Divina ou…

— Região Divina?

— Como você disse, os locais são uma espécie de terreno para os deuses. Mas torna-se outra coisa para os deuses de nível alto. Eles podem materializar seus ‘mundos únicos’ nos ‘locais’. O local é como a própria arma para eles.

Jaehwan então se lembrou de Catástrofe a partir dessa descrição.

“Entendi. Então, o <Caos> era o local dele.”

Ficou claro para ele que Catástrofe usava poder onipotente dentro do <Caos>.

“Mas isso significa que há alguns que podem usar o poder como ele neste lugar.”

A pergunta de Jaehwan foi rapidamente respondida pela explicação de Runald.

— No entanto, usar o poder mundial em todo o local é um pouco incômodo, mesmo para Deuses de nível alto, então usam [Configuração]. ‘Nu’, a que você usou, é uma dessas configurações.

“Incômodo? Então acho que não haja muitos que sejam como o Catástrofe.”

Jaehwan estava agora reavaliando esse menino que estava pensando nele como um rei.

“Ele é útil.”

No começo, achou que o garoto era um covarde, mas era muito experiente e sabia falar. Ele usou as palavras certas para explicar o <Abismo> para Jaehwan, que não sabia muito sobre isso. Jaehwan ainda não conseguia decidir se deveria levar Runald. Ele tinha experiência em se meter em encrencas por fazer uma companhia no <Caos>.

“Não quero complicar mais as coisas.”

À medida que seus pensamentos se complicavam, Runald parou e perguntou:

— Uh, Deus Jaehwan?

— Tire a parte de Deus.

— Uh… Senhor Jaehwan?

— O quê?

— A deusa Andersen está bem?

Quando Jaehwan olhou em seus olhos, ele sentiu uma sensação estranha agarrando-o. Percebeu que aquele garoto não era apenas um garoto covarde e inocente.

— Você ouve a voz dela, certo?

— Sim.

— E-Então…

— O quê?

— Você não vai matá-la ou algo assim, certo?

Jaehwan então percebeu que seu palpite estava correto. Este menino estava dizendo que decidiu servi-lo, mas tudo o que fez foi na verdade por sua deusa, Andersen.

Runald estava com medo de perder sua Deusa, mas Jaehwan sabia o resultado. Este menino iria perdê-la.

[Você vai me matar, certo?]

Andersen falou. Jaehwan tentou responder, mas decidiu não responder. Além disso, Andersen sabia o que Jaehwan estava pensando, mesmo que ele não dissesse nada.

[É, eu esperava por isso. Senti isso quando entrei em você. Pensar que você era o infame ‘Assassino de Generais’…]

Jaehwan agora compartilhava parte de sua memória com Andersen. Andersen viu a memória de Jaehwan e ele também. Foi assim que ele descobriu algumas coisas. E algumas delas eram coisas que ele não podia deixar de lado.

Milhares, ou talvez dezenas de milhares de anos de memórias. Através disso, Jaehwan leu parte dela claramente.

“Você era uma Cultivadora.”

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