The World After The End
Capítulo 179: Ruptura (14)
Yoonhwan ficou desesperado ao ver a cidade sendo destruída. Ele deveria ter vindo mais rápido, porque precisava dar a informação que sabia…
“Merda.”
No entanto, seus esforços pareciam ter sido em vão. Ele então sentiu as pessoas se aproximando dos arredores. Eram as pessoas que atacaram Yoonhwan antes.
Espadas foram lançadas enquanto avançavam contra ele. Yoonhwan se virou rapidamente.
— Por quê? Por que vocês têm que fazer isso!
Inimigos surgiram da escuridão. Eles eram da Ruptura. Yoonhwan até conhecia alguns deles.
— Me deixem em paz! Por favor!
Ninguém se importava com as palavras de Yoonhwan. Não havia nenhum sentimento de simpatia em seus olhos. Eles também superaram a <Simulação do Grande Desaparecimento> e alguns estavam na Ruptura por mais tempo do que Yoonhwan.
“Sinto muito.”
Yoonhwan percebeu que essas pessoas não recuariam e se preparou. Ele não podia simplesmente recuar ainda.
[Mar de Sangue, Montanha de Cadáveres]
O mundo único se espalhou de Yoonhwan junto com o poder mundial. O poder era uma das razões pelas quais a Ruptura estava atrás de Yoonhwan. Ela nunca permitiria que seu mundo único vazasse.
Uma energia poderosa varreu alguns dos Despertados, empurrando-os para trás com um grito.
“Sinto muito.”
Yoonhwan se virou rapidamente, mas não conseguiu partir.
— Pare, Yoonhwan.
Uma voz fria veio com o poder mundial que o estava atacando. Yoonhwan mal conseguiu se defender usando uma grande quantidade de seu poder.
“Ugh…”
Seu pulso ficou dolorido com a força. A energia era tão poderosa. Uma capitãa? Não, não era tão forte. Então era…
— Yoonhwan. Pare com isso e vamos voltar.
— Seoyul.
Han Seoyul estava parada lá. Yoonhwan não podia dizer nada. Entendeu por que Seoyul o estava parando e por que a Ruptura havia a enviado para rastreá-lo.
No entanto, ele tinha que dizer algo, mesmo que não pudesse voltar.
— Não está certo.
Ele não tinha certeza de onde estava e por que estava parado ali, mas precisava dizer alguma coisa. Ele tinha que falar por si mesmo para que pudesse existir.
— Isso não está certo…
Havia muitas emoções por trás de suas palavras, mas Yoonhwan não estava esperançoso. Isso não era suficiente para persuadir ou fazer entender.
Seoyul respondeu:
— Eu sei.
— O quê?
— Eu sei.
Foi a primeira vez que se comunicaram assim depois que chegaram ao <Abismo>. A primeira troca foi quando superaram o trauma do passado. Yoonhwan percebeu que Seoyul estava falando a verdade. Ela parecia sentir algo. Então continuou:
— Eu sei, e é por isso que estou aqui.
— Ou seja…
Yoonhwan ficou esperançoso. Talvez as coisas terminassem bem. Talvez a pergunta fosse respondida da maneira certa. O mundo era mais justo do que ele pensava…
— Voltemos à Ruptura.
E com a voz, o sonho de Yoonhwan foi destruído.
— Ouvi dos Capitães que você têm ideias perigosas.
— …
— Tenho certeza de que já falaram com você, mas sabem e eu também sei. O que é certo e errado. Todos nós sabemos.
— Já chega…
Seoyul o ignorou e continuou a persuadi-lo.
— Ouça-me, Yoonhwan. Você esqueceu o que aconteceu na torre? Não há nada que você possa fazer de onde está tentando ir. É como se nunca pudéssemos terminar a torre, por mais que tentássemos.
Essas palavras foram dolorosas. Ela também pensava da mesma forma. Yoonhwan lembrou-se de sua morte na torre. Ela morreu no 76º andar.
— Há algo que não pode ser feito.
Havia a lembrança de escalar a torre apenas com os dois, ele e Jaehwan. Era o sonho que ele nunca realizou. Yoonhwan sentiu uma forte dor de cabeça. Seoyul falou novamente.
— Justiça sem poder não tem sentido. Um sonho sem possibilidade é apenas uma ilusão. Você sabe disso. Como não vê isso?
Não. Yoonhwan não sabia disso. Mas havia uma coisa que sabia.
— Seoyul.
— …?
— Sabe até que andar eu subi?
— Não…
— Subi até o 98º andar.
Seoyul pareceu surpresa, mas ficou fria no momento seguinte.
— Não importa. Você ainda…
— E Jaehwan subiu até o 99º andar.
E com isso, Seoyul ficou chocada pela primeira vez. Foi a primeira vez que ela mudou de expressão desde que chegaram ao <Abismo>. Yoonhwan continuou.
— Você deve se lembrar do quanto tentamos e de quantas provações lutamos. E quanto tempo investimos nisso.
— …
— Vai dizer que foi tudo inútil? Está realmente tentando dizer isso? Tudo aquilo não foi nada?
Seoyul mordeu os lábios.
— Sei sobre o que você está falando! Mas…!
— Não, você não sabe.
Declarou Yoonhwan.
— Você não sabe. E é por isso que ainda está parada aí.
Seoyoul ficou em silêncio. Seus lábios trêmulos eram a prova de que ela estava abalada com o nome ‘Jaehwan’. Yoonhwan pensou que talvez ainda houvesse esperança ali.
— Me mate. Se quiser me levar de volta para a Ruptura, apenas me mate.
Era uma aposta, esperando que ela ainda tivesse alguma humanidade dentro dela. Seoyul ficou quieta. E então…
— Acha que não consigo fazer isso?
A aposta de Yoonhwan estava caminhando para o fracasso. Seoyul ergueu sua espada e empunhou o poder mundial. Seoyul disse friamente:
— Quantas vezes acha que eu te matei?
Yoonhwan sentiu um frio na espinha. Esta mulher não era mais a Han Seoyul que ele conhecia. Ele sabia disso, mas nunca passou por sua mente até agora. Ela foi a mulher que conseguiu limpar tudo quinhentas e dezoito vezes em quinhentas e vinte simulações. Ela jogou tudo fora e matou todas as suas memórias para se tornar forte. Então ficou acima de todos os novos recrutas na Ruptura.
Aquela era a Seoyul dos dias atuais. Ela riu de Yoonhwan.
— Tenho certeza de que você também me matou.
Era verdade. Yoonhwan matou Seoyul na simulação.
— Você é um hipócrita.
Sua espada começou a explodir com o poder mundial vermelho, ou o mundo único da Ruptura. Era como se uma chuva de sangue estivesse caindo. Yoonhwan desviou o poder mundial sendo desencadeado contra ele, mas foi demais.
— Eu ouvi da quinta Capitã. Que você não matou ‘um homem’ até o final da simulação.
— …
— E daí? Você matou todos os outros de qualquer maneira. Continua a mesma coisa que eu. Você ainda é um Despertado da Ruptura. Portanto, não pense que você é justo. Não pense que é diferente!
Sua espada cortou um pedaço da coxa e da cintura de Yoonhwan.
Ela estava certa. Talvez ele não tivesse o direito de discutir o que era certo ou errado. Mas… Mesmo se desistisse de tudo… E desistisse de ser humano, então o que aconteceria a seguir?
Onde estava ‘Yoonhwan’?
O corpo de Yoonhwan foi destruído contra o poder mundial de Seoyul. E enquanto sua consciência estava desaparecendo, ele continuou procurando por algo.
— Eu… Eu…
Lembrou-se de um nome em sua visão que se enfraquecia. Então, as costas de um certo alguém apareceram. Uma ilusão. Yoonhwan murmurou para si mesmo.
“Entendo… Então ainda não consegui passar na sua frente.”
A única pessoa que Yoonhwan viu quando desistiu de tudo. A única que o manteve humano.
“Eu queria ser como você…”
E a ilusão foi destruída e então veio a espada de Seoyul — um golpe frio e final para acabar com sua vida.
— MORRA!
O silêncio caiu. Yoonhwan sentiu sua vida sendo sugada para dentro da escuridão total. Sangue jorrou de sua cintura, tirando sua vida. A morte estava próxima.
Foi longo, mas terrível. E então finalmente acabou. O silêncio caiu ao redor deles.
Então, o som de uma espada caindo no chão foi ouvido.
— Como… Mas como…?
A mulher ficou perplexa.
Yoonhwan ainda estava vivo. Ele abriu os olhos e viu Seoyul que estava se afastando de medo. Era algo que ela nunca tinha visto. Ele nunca pensou que Seoyul faria tal expressão, mesmo que o mundo estivesse prestes a cair. Quem foi que a fez fazer aquela expressão?
— ATAQUEM!
Com uma voz feroz, os outros lutadores atacaram Yoonhwan. Dezenas de Despertados atacaram com seus mundos únicos. E no momento seguinte…
O mundo foi dilacerado. Foi destruído. Os despertados foram jogados para longe quando o poder mundial das trevas cobriu a área por trás. Parecia estranho. Por que essa visão foi um alívio para ele?
Yoonhwan então caiu para trás. Ao cair, viu alguém em seus olhos. Sentiu dor no ombro quando alguém o agarrou. Yoonhwan riu.
Isso é uma ilusão. É um sonho. Se não…
Senão… Como pode…
Como Jaehwan pode estar aqui?
Se não é uma ilusão, é o mundo dos mortos. Ou…
— Yoonhwan.
E com a voz, Yoonhwan percebeu que não era uma ilusão ou um sonho. Nem Yoonhwan estava morto. Era tudo real.
Yoonhwan não conseguia falar. Ele não conseguia encontrar as palavras para falar, nem tinha energia para expressá-las.
— Você fez um bom trabalho.
Foi um elogio curto, mas ele o entendeu, um melhor amigo com quem passou anos juntos. Ele estava dizendo a Yoonhwan que tinha feito um ótimo trabalho, que não estava errado.
Ele tentou falar com sua última gota de energia. E Jaehwan ouviu.
— Jaehwan. Eu… Vi suas costas mil vezes… Mas eu nunca… Nunca… Eu…
— Sim, eu sei.
Yoonhwan ficou então aliviado. Era a voz que ele estava esperando o tempo todo. A voz que tudo compreendia.
Estou aqui.
Yoonhwan foi então recebido no mundo. Seu dedo tocou o rosto de Jaehwan e Yoonhwan fechou os olhos.